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Monte Fuji

>> sábado, 22 de agosto de 2009

Como vocês já devem estar cansados de saber, moro aos pés do Monte Fuji. Agora tenho uma vista mais do que privilegiada do vulcão da janela de casa (pena o tempo não ajudar).

Na primeira cidade que morei, em Tochigui, dava pra ver uma pontinha dele quando o céu estava limpo. Morava no terceiro andar de um prédio e precisava usar um binóculo ou dar um zoom na câmera pra conseguir essa façanha. Sempre quis conhecer mas parecia apenas um sonho distante, um desejo que não realizaria nunca.

Me mudei de Tochigui (Sano e Ashikaga) para Gunma (Oizumi), depois pra Shiga (Otsu) e acabei vindo parar em Shizuoka (Gotemba).

No meu primeiro verão nessa cidade, em 2003, o Helio veio me mostrar umas fotos que ele tirou quando escalou o Monte Fuji com um amigo. E eu que nem sabia que se podia escalar esse vulcão =D Fiquei morrendo de vontade de escalar também e lá fomos nós nos aventurar no meio da noite.

Pedimos pro irmão dele nos levar ao Gogome (5 gome), a quinta estação. Ressaltando que eu nem sabia que se podia escalar o monte, ele nos levou para a trilha de Gotemba, que fica a uns 15 minutos daqui de casa.

Começamos a subir às 23:00 porque a intenção era ver o sol nascer lá do topo.

MELDEUS!!!! Quase morri. Depois de subir por 6 horas sem chegar na primeira parada, a sexta estação, resolvemos voltar porque eu não aguentava mais. Pegamos um temporal na volta e só não nos encharcamos porque tínhamos levado capa de chuva.

Esperamos cerca de 1 hora até o táxi chegar e conseguirmos chegar em casa.

Passamos quase uma semana com dores nas pernas e fiquei passando gelol nas pernas do Helio pra aliviar um pouco a dor que ele sentia, porque ele trabalha em pé e devia estar morrendo. Eu trabalhava sentada e não sentia tanta dor assim.

E ele insistia que a trilha estava diferente, mas não sabia qual a trilha que ele percorreu na primeira vez porque não morava aqui. Veio com o amigo e pegou um táxi na estação, apenas disseram que queriam escalar o Fuji-san e o motorista os levou até o Gogome.

Conversei com a Magali, cunhada do Helio agora minha cunhada também, e ela disse que tinham subido pela trilha de Fujinomiya, mas nessa época (julho~agosto) só pode ir de carro até metade do caminho, depois tem que pegar um ônibus até o Gogome de Fujinomiya. O Helio não lembra de ter subido em ônibus nenhum, então devia ser outra trilha.

Foi só aí que me lembrei de pesquisar na net por informações. Dãaan... Existem 4 rotas: a de Gotemba que fica a 1440 m de altitude com 11 km de subida íngreme, a de Subashiri a 1970 m com 7,8 km de trilha, a de Yoshida/Kawaguchiko a 2300 m com 7,5 km de trilha e a de Fujinomiya a 2380 m e com 5 km de trilha.

Como podem ver a trilha de Gotemba é a menos recomendada para principiantes, é a de altitude mais baixa, com subida mais íngreme e trilha mais longa. Mas o cunhadinho não sabia disso na época e por ser a entrada mais perto foi onde ele nos levou.

Depois de duas semanas resolvemos tentar novamente, mas dessa vez pela trilha de Subashiri que fica perto daqui também, leva uma meia hora pra chegar até lá. Aí o Helio reconheceu o lugar onde ele subiu da outra vez.

Subida árdua apesar de bem menos íngreme do que de Gotemba. Subi praticamente pendurada nos braços do Helio. No meio do caminho comecei a sentir uma dor de ouvido absurda e enfiei uns pedaços de lenço de papel nas orelhas pra não me dar crise de labirintite.

O céu estava limpo e conseguimos ver Marte brilhando pequenininho no céu estrelado.

Conseguimos chegar no topo a tempo de ver o sol nascendo sob as nuvens. É um espetáculo inesquecível conseguir assistir isso junto com a pessoa que se está apaixonada. É lindo demais quando as nuvens brancas vão se transformando em um mar vermelho e o sol surge ao fundo lentamente.



Lá em cima é um frio de lascar apesar do sol ardido que bate. Li que a temperatura no topo gira em torno de -18 e +8 ºC. O período que se é permitido escalar vai de 1 de julho a 31 de agosto, o resto do ano, se não me engano, a estradinha está fechada.

Para quem quiser se aventurar, indico a trilha de Fujinomiya. Leve roupas quentes para ir se vestindo no meio do caminho, latinha de oxigênio vendido em qualquer combini por aqui, água, alguma bebida quente e algo para comer. Tem hambaikis de refri nas estações mas custam os olhos da cara, fora que às vezes não tem nada pra poder comprar. Paguei ¥ 500 por 3 Kit Kat. Um roubo, eu sei, mas estava morrendo de fome e tinha acabado tudo o que tinha levado. Levar capa de chuva é ótimo, principalmente essas baratinhas de plástico. Elas esquentam bem e são levinhas.

Use tênis leves e velhos. Aqueles que você pode jogar fora porque, acredite, não terá salvação no final. Mesma recomendação para as meias.

Se quiser descansar nas pousadas tem que desembolsar uma pequena fortuna também, mas talvez seja uma boa solução poder deitar em um lugar mais confortável. Nós nos deitávamos nas encostas inclinadas mesmo, o cansaço é tanto que qualquer lugar é lugar pra deitar e esticar.

Se for subir de madrugada, tem que levar lanterna porque não tem iluminação durante o trajeto, apenas as estações são parcamente iluminadas. Aqueles capacetes com lanterna são os ideais pois suas mãos ficam livres. Se não me engano são vendidos em lojas de equipamentos de pesca.

Leve papel higiênico, pois alguns banheiros carecem desse material.

Leve saquinho pra trazer o lixo que você produzir no caminho, ou pelo menos para armazenar até poder jogar em alguma estação. Fiquei indignada com o lixo no caminho, tantas guimbas e pacotes de cigarros, tantas latas de café, pacotes de salgadinhos, bentôs de seven... tudo jogado ali como se o vulcão fosse um lixão.

Leve pilhas para a lanterna e bateria extra para a câmera. A bateria da câmera que eu tinha estava fraca e descarregava rápido por isso não consegui tirar muitas fotos. E me arrependo tanto de não ter verificado isso antes de subir.

Prepare-se física e psicologicamente. Lembre-se, é uma escalada. Andar 5 km em terreno plano é fácil e razoavelmente rápido. Subindo em zigue-zague é completamente diferente. Levamos 7 horas para percorrer os 7,8 km da trilha de Subashiri e passei quase 2 semanas com dores nas pernas.

No fim de tudo, posso dizer que valeu a pena. É uma aventura e tanto. Existe uma superstição de que deve-se escalar em número ímpar, fui duas vezes apesar da primeira vez não ter concluído. Quero subir novamente, tinha combinado com meu irmão de subir ano retrasado, mas descobri que estava grávida da Karina, ano passado estava mais do que ocupada com a festa de um ano dela, esse ano é a cunhadinha que está grávida, vamos ver se ano que vem dá certo. Vou começar a me preparar fisicamente =p

A descida de Subashiri é famosa por ser uma ladeirona feita das cinzas das lavas. Dá pra correr desde a sétima até a quinta estação. Descemos andando porque meu joelho já estava latejando pelo esforço hercúleo da subida e tivemos que ficar atrás das pessoas que levantavam um poeirão quando passavam pela gente. Levar máscaras é uma boa, o ar fica irrespirável, até as lágrimas saíam pretas. Um horror!

Se animou a subir? Venha ano que vem porque a temporada desse ano já está acabando e o tempo não está ajudando. Ainda tem neve em alguns pontos...

Mais informações aqui, aqui, aqui e aqui. Em japonês aqui, aqui e aqui.

Esse ano parece que morreu um americano e um japonês sumiu durante a descida. Li aqui.

Subi morrendo de medo que ele entrasse em erupção. Ao que parece ele dá sinal de vida a cada 300 anos e a última erupção foi em 1707. Fora a previsão do Tokai Jishin que já está atrasado em pelo menos 10 anos que dizem que será capaz de fazer o Fuji entrar em erupção.

Por enquanto vou apreciando o símbolo do Japão pela janela mesmo =p


Queria postar mais fotos, mas não sei onde foram parar os cds com as fotos mais antigas. Pois é, ainda não consegui arrumar tudo depois da mudança =/

Apesar de mortalmente cansativo, eu acho que vale o esforço e recomendo a escalada pelo menos uma vez. É uma lembrança e tanto.

Até o Gogome de Fujinomiya eu já fui, levei minha mãe pra conhecer, afinal é Fuji-san lá. Pra quem não viu/lembra contei aqui. Se conseguir volto lá esse ano pra tirar mais algumas fotos =p

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Relay for life

>> sexta-feira, 8 de maio de 2009

Acontecerá em setembro, dias 12 e 13, um evento beneficente de apoio aos pacientes com câncer no Campo de atletismo aqui da cidade. Dia 29 teve explicação sobre o evento no Gotemba Civic Center Fujizakurá aos interessados.

Não fui, claro, estava viajando. Mas pelo que entendi dia 24 agora terá outra apresentação (reunião?) para explicações. Nunca ouvi falar sobre essa organização (Relay for life) mas achei o símbolo deles muito fofo.


Esse Fujisan correndo e soltando coraçõezinhos não é uma graça? Ele ainda não tem nome mas não me surpreenderia se o chamarem de Fujio-kun =p

Muito boiola esse post? =p

Maiores informações sobre o evento, aqui (em japonês). Infelizmente, eventos nesse fim de mundo onde estou são, praticamente, somente para os moradores locais.

Às vezes tenho tanta vontade de participar desses trabalhos voluntários. Acho um trabalho lindo, mas para isso, por enquanto, preciso deixar minhas filhas de lado e isso é algo que nem passa pela minha cabeça. Não estou disposta a deixar minha família em segundo plano. Quem sabe, depois que elas crescerem um pouco ou eu aprender a me organizar melhor, não consigo realizar esse desejo?

Nem lembro o que estava procurando no Google quando me deparei com o símbolo e fui pesquisar sobre o assunto. Achei ainda o álbum de alguém que veio passear aqui e tirou um monte de fotos da cidade enquanto estava dentro do ônibus. A gente se acostuma tanto com a paisagem que nem repara mais, mas tem uns lugares bem feinhos. Aos curiosos, aqui.

Para quem gosta de apreciar o Monte Fuji a prefeitura tira fotos diariamente e coloca em seu site. Em dias nublados infelizmente não dá pra ver.

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Feriadão

>> domingo, 26 de abril de 2009

Perfeito começo de feriado, com o dia ensolarado. Graças ao Teru Teru Bouzu (?) =D

Melissa acordou meio mal-humorada, mas olhou o sol entrando pela janela e falou:

- Olha sol, mamãe! Arigatou Teru Teru.

Achei tão bonitinho. Claro que eu tinha visto a previsão ontem e sabia que hoje seria ensolarado antes de ensiná-la a cantar pro bonequinho \^o^/

Fomos ao parque pras meninas brincarem. E quando chegamos lá, uma surpresa. Estava enfeitado com dois varalzões de Koinoboris que fizeram a alegria da criançada. Elas puxavam tanto que eu já estava com a câmera pronta pra registrar a hora que aquilo ia desabar, mas não aconteceu =p

Estava mesmo pensando em sair pela cidade pra fotografar essas carpas gigantescas que enfeitam algumas casas. Elas são pra festejar o Dia dos Meninos que acontece no dia 5 de maio. Outro dia falo mais sobre isso. Acho que nunca falei dessa data aqui no blog por causa do feriadão. E os feriadões são um período que fico afastada da net e consequentemente do blog.

E como todo parque dessa cidade tem o Monte Fuji ao fundo e esse não é exceção, foi só dar uma olhada em volta pra achá-lo. Ainda tem neve no cume e em alguns dias floquinhos de neve pegam carona no vento e caem geladinhas no nosso rosto.


Esse parque faz parte de um pavilhão de eventos novo na cidade, ficou pronto no final do ano passado e dentro tem umas salas com brinquedos separados por idade, uma mini biblioteca infantil, uma quadra coberta onde dá pras crianças brincarem de triciclo, jogar tênis de mesa e jogar basquete. Ótimo para os dias de chuva, neve ou frio intenso (no inverno). Tudo "di grátis". Tem uma área para os adultos com sofás imensos, mesas e cadeiras, computador para acessar a net por ¥100 a cada 30 minutos, cadeiras de massagens por ¥100 (?), nunca olhei o preço =p


Mas como ficam umas mulheres muuuuuuito cri-cris lá dentro nós sempre preferimos brincar lá fora. Não tem muitos brinquedos: um "negoção" com escorregadores dos quatro lados, balança, escorregador de rolinho. Apesar disso tudo Melissa não gosta muito desse kouen, não sei por quê. Mas com certeza ela curte demais o banco de areia que tem lá.


Depois fomos levar o carro pra trocar os pneus pra podermos viajar.

Melissa não sabe que se colocar moeda sai aqueles brinquedinhos que ela tenta pegar, tadinha. Mas não quero ensinar ainda, porque senão não tem fim. Qualquer lugar tem esses katcha-katchas e não vou deixar pegar tranqueira pra ficar jogado aqui em casa todas as vezes =p


Agora onde ela enlouquece mesmo é nesse lugar dentro do Home Center. Cada janelinha exibe um cachorrinho. Cada filhotinho mais fofo que o outro. Melissa adora, mas aqui em casa não tem espaço pra animal nenhum.


Já me bastam os bichos que entram dentro de casa no verão. Outro dia saí de noite e deixei a luz da entrada acesa. Quando voltamos tinha um sapo grudado na porta. Aaaaaarrrrrghhhhh!!!

Morro de nojo desses bichos. Cutuquei com um graveto mas nada do asqueroso sair de lá. Lembrei que tinha sal no bolso da blusa e joguei um pouco em cima pra ver se o irritava para que fosse embora.

Nuooossa! Eu não sabia, mas eles reagem como as lesmas, né. O bicho começou a derreter e escorregar. No final ele mesmo acabou pulando e se escondeu no meio da minha babosa. Não sei se morreu porque procurei no dia seguinte e não o achei.

Vendo Melissa e Karina brincando na areia me fez lembrar da Sam que divulga o "porque se sujar faz bem". Tem uma torneirinha onde dá pra pegar água, acho que daria pra fazer uns pudins com a areia. Mas isso fica pro verão, ainda está muito frio pra isso.

Pois é, sou chata, sim. Sou mãe ué =D

Será que preciso escrever ainda? Clique nas fotos para ampliar.

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Voltando finalmente

>> quinta-feira, 17 de abril de 2008



Festinha feita, casa ajeitada, dever cumprido... Agora posso voltar à rotina e voltar a atualizar esse blog com mais freqüência.
Domingo foi a festinha do aniversário da Melissa, fiquei muito feliz em ter conseguido alugar o salão bem no dia do aniversário dela.
Foi uma coisinha simples, apenas pra não deixar passar em branco. Ela curtiu muito e brincou bastante. Já está entendendo mais, né. Apesar de ainda não entender que era festa pra ela, porque parece que ainda não entende o significado do aniversário, ela gostou de ter outras crianças pra poder brincar junto.
Aluguei a cozinha do lugar no sábado pra poder fazer o bolo. Minha intenção era deixar o bolo lá na geladeira pra não precisar carregar no dia e eu também não tinha espaço na minha geladeira. Lá tem 5 fornões a gás, muitas assadeiras grandes, muito espaço... Uma maravilha. Fui. "Tentei" fazer. Como não estou acostumada com forno a gás e com forno grande, deixei queimar, fiz muita sujeira e no fim acabaram os ingredientes. Uma aventura... Só consegui fazer uma parte do bolo e deixei lá, porque já tinha dado a hora de entregar.
Voltei pra casa e fui fazer os doces pra enrolar. Tchan, tchan. Esqueci o abridor de latas lá e eu não tenho outro. Tive que deixar pra fazer os doces de manhã mesmo. Só deixei os amendoins moídos pra poder fazer os cajuzinhos (adoro).
Foi uma correria danada e o bolo (receita nova e não testada) ficou pronto na hora, mas duro pra dédeu, não sei se foi porque a forma era grande ou a receita é assim mesmo. Vou testar aqui em casa com a minha forma e o meu forno pra ver. Devia ter feito um bolo que estou acostumada a fazer, pelo menos ia ficar macio. Bom, agora já foi.
Agora tenho que começar a organizar o aniversário da Karina. E vou ter que procurar outro lugar pra fazer a festa dela, porque o homem lá reclamou que as crianças fizeram barulho demais correndo e não vão mais alugar pra gente. Puxa vida, fiz todas as festinhas da Melissa lá e tenho certeza que o barulho foi o mesmo, ou até pior antes. Mas... fazer o quê. Pelo menos tenho bastante tempo pra procurar outro salão.
As fotos estou garimpando com o pessoal ainda, mas os que nós tiramos já estão no Flickr.
Apesar de TODO mundo estar reclamando que Melissa se recusa a tirar fotos, deu pra tirar algumas dela olhando pra câmera. Ela detesta tirar fotos e fica fugindo ou quando vê uma câmera apontando pra ela abaixa a cabeça e sai fora. É um custo...
Karina ficou boazinha como sempre. Ganhou muito colo e dormia em cada colo que ganhava. Essa menina não me dá trabalho. Mas chegando em casa eu a senti quente quando peguei no colo. Ela estava com febre: 38,3º C. Fiquei preocupada mas deixei dormir. Na manhã seguinte, quando o Helio foi trampar, medi e a febre tinha abaixado: 37,9º C. Fiquei mais tranqüila, devia ser por causa do cansaço, falta de costume em lugares com muita gente, sei lá. Afinal era um ambiente totalmente diferente pra ela, além de ter sisdo um dia agitado. Mas de noite a febre voltou a subir: 38,7º C. Affff... quase 39º, deixei Melissa com a Ellen e fui correndo ao pediatra. Ela está com Exantema súbito (Toppatsusei Hosshin). Nunca havia ouvido falar nisso e, claro que, quando voltei já fui ao Santo Google procurar.

Toppatsusei Hosshin/Exantema súbito

Também chamado de Roséola infantil, Febre dos três dias ou Sexta doença, é uma doença infecciosa infantil que ocorre geralmente em crianças entre 6 a 12 meses de idade. Com alguns casos raros até os 3 anos. É contagioso, mas em geral o contato com o vírus dá imunidade permanente sendo difícil uma segunda ou terceira infecção.
É caracterizado pela febre elevada durante 3 a 4 dias e depois que a febre abaixa, surgem erupções cutâneas no corpo todo, menos no rosto, desaparecendo em 1 ou 2 dias sem deixar marcas. Falta de apetite e mau-humor por causa da febre alta também são sintomas comuns. Em crianças predispostas o súbito aparecimento da febre alta pode desencadear convulsões febris.

Fonte: Médico Assistente Online

Parece que não é nada tão grave assim e, graças a Deus, ela está sem febre desde ontem. Mas ontem ainda estava sem apetite e muito manhosa. Hoje já voltou a sorrir e está se alimentando normalmente. Está com a barriguinha manchada, tadinha. Fiquei de olho na Melissa, uma vez que o médico disse que será muito difícil ela não pegar morando junto. E ela ainda não pegou, então não está imune. Mas Melissa é uma criança forte e continua correndo, pulando, cantando, bagunçando e me deixando de cabelos em pé... não parece que pegou a doença. Ainda bem, mas ainda estou de olho porque pelo que li a respeito, a doença se manifesta depois de umas 2 semanas. Espero que ela continue do jeito que está =p



Ontem aproveitei que tive que sair pra ir ao banco e tirei umas fotos dos sakurás que ainda estão floridos em alguns lugares. Acho lindo!!! E esse ano novamente não consegui fazer um piquenique pra poder apreciar com calma. Vamos ver ano que vem =p É um espetáculo da natureza, diviníssimo e curtíssimo. Em 2 semanas já não tem mais flores. Como coincide com a época do aniversário da Melissa e é a época das chuvas fica difícil conseguir uma brechinha pra poder sair com as meninas.
Estou subindo as fotos no Flickr, depois posto o link direitinho pra todo mundo poder ver que maravilha essa época em que as cerejeiras estão em flor.

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Desentocando

>> sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Dia lindo, ensolarado e com pouco vento. Resolvi sair um pouco com as meninas, eu, para tirar umas fotos e Melissa para respirar um pouco de ar gelado. Os passeios para Karina se consistem em ficar deitada no carrinho enrolada em um monte de cobertores
Fui no Heiwa Kouen, literalmente "Parque da Paz". É um templo budista que tem aqui perto e como fica em lugar alto dá pra ver a cidade bem aos pés do Monte Fuji. É uma paisagem muito bonita. Mas, definitivamente, só uma anta sai pra andar na neve com duas crianças e empurrando um carrinho de bebê. Eu atolava toda hora, pior que nem podia fazer muita força pra puxar o carrinho porque meu tênis estava escorregando pra caramba. E sim, eu puxava o carrinho porque era impossível conseguir empurrar...
Mas valeu o passeio, tirei umas fotos muito bonitas do Monte Fuji. Pena que sozinha não consigo tirar muitas fotos da Melissa, ela não fica quieta e lá estava lotado de chineses, tinha uns 7 ônibus, devia ser excursão.
Cara-de-pau, Melissa fez um sucesso enorme entre os excursionistas. Vai abraçar e falar com todo mundo. Sorri e manda beijinho. Foi filmada e fotografada por vários deles.
Karina, com o balançar do carrinho, dormiu o tempo todo

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Outono

>> quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Consegui convenver minha mãe e fomos ao Monte Fuji, até o ponto onde dá pra ir de carro, claaaro... É um dos lugares onde tem caminho pra poder escalar durante a temporada no verão. A 2440 m é super alto e meus ouvidos doeram por causa da altitude, mas valeu a pena. Lá de cima não deu pra ver muita coisa pois ficamos acima das nuvens como dá pra ver na foto da minha mãe, mas durante o caminho estava muito bonito. A montanha fica colorida de amarelo, laranja, vermelho, marrom, verde... Fiquei maravilhada com a paisagem durante a subida, mas não parei pra tirar fotos, primeiro porque não tem acostamento e é cheio de curvas, depois porque meu carro não puxa muito e eu estava subindo no embalo, se desse uma paradinha já era. Pensei que lá de cima ia dar pra tirar umas fotos legais mas estava enganada e resolvi dar uma parada na volta, mas estava uma neblina danada e não deu pra tirar nada. Uma pena... quem sabe não volto outro dia só pra isso :p



Ali tem uma espécie de mirante onde tem estacionamento, banheiros e máquinas de refrigerantes. Fica mais da metade do Monte Fuji, até o topo é uma caminhada de 5 km. Quem sabe ano que vem eu consigo escalar novamente. Tinha planos de ir esse ano, mas como acabei engravidando sem chances de fazer um esforço físico desse nível. Mas ano vem quero estar lá em cima pra poder tirar foto do sol nascendo sob as nuvens de novo. É uma das coisas mais bonitas que já vi na minha vida. Já convenci meu irmão a me acompanhar uma vez que o Helio não está mais a fim de subir.



É tão perto até o topo que já dá pra ver a neve que fica acumulada nessa época. Clique nas fotos pra ampliar se tiver dificuldade de ver :p

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F1

>> sábado, 29 de setembro de 2007

Vários estacionamentos improvisados ao longo das ruas, ruas congestionadas, muitos ônibus circulando para transportar as pessoas até o autódromo, a cidade lotada de estrangeiros falando várias línguas não identificáveis. Esse é o quadro da cidade por causa da Fórmula 1 que se realiza amanhã no Fuji Speedway. A partir desse ano o GP do Japão não será mais em Suzuka, mas sim aqui em Oyama e não em Fuji como dizem. O autódromo está bem longinho de Fuji, mas são detalhes que só que mora na região pode saber.
Entrei nesse autódromo uma única vez para assistir uma competição de drift. Estava em reforma e ficamos numa pista menor. Era começo da gravidez da Melissa e lembro de ter passado muito mal com o cheiro de borracha queimada que vinha da pista. Fora que estava um calor danado (era agosto) e tinha acabado todos os refrigerantes das máquinas.
Se o Sena ainda estivesse correndo, quem sabe nós não faríamos uma loucura e até poderíamos ir assistir, mas agora perdi totalmente o interesse pelas corridas. Apesar de, confesso, morrer de curiosidade de ver o "circo" montado e em funcionamento. Deve ser um espetáculo e tanto.
Hoje minha pequenininha completa 1 mês. Parece que faz tanto tempo que ela nasceu, não sei se por eu estar dirigindo praticamente desde que tive alta, mas tive a impressão que demorou tanto pra passar o tempo. Depois tiro uma foto decente pra poder postar, agora ela acabou de mamar e está dormindo.

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Outono

>> sexta-feira, 24 de novembro de 2006

A paisagem finalmente começou a mudar e está tudo avermelhado. Eu acho muito bonito e este ano quis registrar sem falta. Está chovendo esses dias e não dá pra sair muito de casa, uma pena... As fotos ficam muito melhores em dias ensolarados, mas acho que deu pra tirar umas legais.
Não estou muito bem esses dias. A gripe me pegou de jeito. Primeiro foi Melissa, que acabou passando pro Helio. Pensei que ia me safar dessa, mas acabei pegando. Também com os dois aqui tossindo e espirrando dentro de casa acho que não tinha jeito.
Meu nariz está o ó. Tossindo e espirrando sem parar. Garganta irritada e o corpo muito mole, deve ser efeito do remédio.
Graças a Deus Melissa está mais calma esses dias e com um humor melhor. Mas ela é bem nervosinha e isso não muda :S
Freebie by Graziela Mendes
Fonts Playtoy and AL Professor

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Voltando à infância

>> sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Tem um parque novo perto de casa. Fomos lá pra levar as crianças. Tem 2 escorregadores enormes e diferentes. Não é liso, é um monte de tubinho que fazem a gente rolar, é engraçado. As pessoas lá estavam usando um pedaço de papelão pra poder escorregar, vamos ver se conseguimos voltar amanhã. Já preparei meu pedaço de papelão :p
É difícil dizer quem se divertiu mais: as mães ou as crianças :o)


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Look minha cara de felicidade... kkkkkkkkkk

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Premium Outlet

>> sábado, 23 de setembro de 2006


Clique nas imagens para ampliar

Localizada a 97 km a oeste de Tokyo, entre o Monte Fuji e o Resort de Hakone, o Gotemba Premium Outlets de propriedade de Chelsea Japan Co., Ltd foi construído onde antes havia um Parque de diversões, dele restou apenas a Roda Gigante, ainda em funcionamento. Abrangendo uma área total de 37 km² possui 16 km² de lojas. É o maior shopping a céu aberto do Japão, com várias lojas de marcas famosas (Bottega Veneta, Brooks Brothers, Coach, Cole Haan, Diesel, Escada, Ermenegildo Zegna, GAP, Kenzo, La Perla, Laura Ashley, Nike, Royal Copenhagen, Space (Prada, Miu Miu), Timberland e Versace, entre outras), restaurantes, quiosques, cafés e muito espaço para apenas apreciar o movimento.
Fica a apenas 15 minutos de casa mas dificilmente vou para lá. Nos finais de semanas as ruas ficam intransitáveis por causa do congestionamento causado pelos visitantes do local. É conveniente ter perto de casa um lugar tão completo para se fazer compras, se não fosse tão caro, claro. Mas nessa época 'entre-estações' é uma boa dar uma olhada nas promoções que fazem para acabar com o estoque e fui ontem com a Magali e as crianças para dar uma sapeada. Estava lotado! Fizemos nossas comprinhas e ficamos andando um pouco É interessante observar tantas madames que costumam freqüentar o local. Cheguei à conclusão que perua é igual em todo lugar do mundo. Vi de tudo, cachorros passeando confortavelmente instalados em carrinhos de bebês foi o que mais tinha por ali. Pena não poder tirar fotos pra mostrar a vocês, consegui apenas essa que tirei disfarçadamente. Havia até um cachorro de óculos @_@ Só que esse era de um 'peru', provando que a peruagem agora não é mais um privilégio feminino. Cada coisa que a gente vê por aí que fico sem saber se critico ou se apenas dou risada.

No LO: Fonts BOO, Halloween, Gulim, Witchy & Pumpkinhead

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