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Sobrevivendo

>> segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Começando nova semana com fôlego novo depois de um final de semana que pensei que fosse sucumbir de vez.

Estava aqui com os sintomas do kafunshou e achando que esse ano seria mais forte mesmo como estão anunciando na tv (concentração 10 vezes maior do que nos anos anteriores o.O).  Como a tosse não melhorava de jeito nenhum, o Helio (que voltou com febre na quarta) ficou em casa na quinta e me levou ao médico.  Eu tava caidaça, o corpo mole, enjoos, dor de cabeça...

Não fui ao otorrino já que parecia que meu mal era gripe mesmo, fui em um clínico geral, que diagnosticou um princípio de gripe e sintomas latentes de kafunshou.  Deu uns comprimidos e um pozinho que eu tomava e começava a ter tonturas violentas junto com um formigamento geral no corpo.  Minha boca, bochechas, língua e mãos principalmente ficavam dormentes.

O Helio até achou que fosse outra crise de labirintite, mas sei muito bem quando é tontura de labirintite e tinha certeza que era por causa do remédio.  Acabei parando com o remédio e hoje, como tinha que levar Karina ao pediatra, aproveitei pra perguntar ao médico se o remédio poderia ter me deixado naquele estado meio vegetativo.

A resposta: sim, foi uma reação alérgica a um dos comprimidos de gripe que eu tinha tomado.  Tenho que voltar à clínica que me receitou pra trocar o remédio.  Acho que nem vou lá, vou é no meu otorrino que sempre me deu remédios muito bons pro meu kafunshou e nunca me deu alergia nenhuma =P

Karina tem alergia a amendoim e eu precisava pegar um atestado para anexar no pedido de inscrição do hoikuen.  O pediatra me deu 4 envelopes com remédios (anti-histamínico?) para deixar no hoikuen caso ela acabe engolindo alguma coisa com amendoim sem querer.  Nem sabia que tinha esse tipo de procedimento.  Vivendo e aprendendo ^^

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Valentine's Day

>> terça-feira, 15 de fevereiro de 2011


Ontem foi Valentine's Day, devia ter mostrado ontem mas acabou que fiquei na cozinha e acabei não conseguindo mostrar o que fiz para o Helio.


Apesar do transtorno, não dá pra negar que a paisagem fica linda depois de uma nevasca.  O dia amanheceu assim.


E o maldito kafunshou já me pegou de jeito.  Nariz escorrendo e sangrando, garganta irritada, dor de cabeça, enjoo, dores no corpo... Estou pooooodre.

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:ó(

>> quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Bagunçando e correndo junto com a Melissa, Karina se diverte, gargalha e tenta imitar tudo.

Ontem de noite estavam correndo pela casa, Melissa subiu na cadeira e pulou para o sofá que estava do lado. Karina foi imitar, escorregou e caiu da cadeira. Fez um barulhão, levei mó susto.

Chorou muito, muito mais do que uma hora antes quando tropeçou nos pés da Melissa e caiu batendo a testa na quina da mesinha da tv. Ficou roxinho na sobrancelha, ontem foi dia da Karina se machucar, tadinha.

Tentei fazer uma massagem leve pra ver se aliviava a dor da batida. Ela caiu de lado em cima do braço. Mas pelo jeito só de ser tocada já doía. Achei melhor não mexer muito, apenas fiquei com a mão em cima de onde parecia doer pra ver se esquentando o local passava um pouco a dor.

Não inchou, não ficou roxo, não alterou nada. Mas fiquei de olho. Dormiu bem, só não conseguia se mexer muito, devia doer.

Acordou de manhã cedinho e tentou levantar, não conseguiu e começou a chorar. Chora muito na hora que vou levantá-la pra pegar no colo. Parece estar doendo as costelas e embaixo do braço, mas mexe o braço, a mão e os dedos normal.

Levei ao ortopedista e na radiografia dá pra ver nitidamente o ossinho do ombro dobrado, está quebrado T_T

As costelas parecem estar normais, não dá pra ver nitidamente. Ganhou uma cinta pra manter as costas eretas e vários emplastos. Não pode tomar analgésico por estar tomando remédios para asma e daqui a uma semana tem retorno.

Meu coração de mãe dói demais. Daria tudo pra que já tivessem inventado uma máquina transferidor de dor.

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Coisas do inverno

>> terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Depois que perdi meu primeiro filho passei a gravidez da Melissa inteira morrendo de medo de perdê-la também. Depois que nasceu tinha que ficar checando se respirava enquanto dormia com medo da morte súbita que tanto me falaram enquanto eu aguardava a chegada dela.

Até pouco tempo atrás eu ainda ficava verificando se ela respirava do meu lado. Coisas de mãe neurótica. Graças a Deus Melissa tem a saúde de ferro. Dificilmente adoece e quando isso acontece é apenas uma gripe. O kusuri techou dela ainda é o primeiro e não chegou nem na metade. Teve febre apenas 2 vezes nesses 4 anos. Uma bênção ter filhos saudáveis.

A gravidez da Karina foi bem mais tranquila, poucos enjoos, parto programado e recuperação mais rápida. Nasceu bem, se desenvolve bem mas, se comparar com a Melissa, tem a saúde mais frágil. Fica gripada mais fácil e tem várias alergias.

Mês passado levamos um susto quando ela ficou com falta de ar por não conseguir respirar. A coitadinha não conseguia nem chorar porque tinha dificuldade pra puxar o ar. Fazia um barulhão horroroso de quem tá sufocada. Assusta. Ela não conseguia chorar, eu chorei no lugar dela >.< Nunca a tinha visto daquele jeito.

Quando levei ao médico não deu outra: crise de asma. Ganhou remédios pra 1 mês e pegamos emprestado o aparelho de inalação por 5 dias. Ficou bem e tomamos cuidado para que não pegasse friagem.


Nem acabou o remédio ainda e ontem teve outra crise. Passou a noite inteira fazendo barulhos horríveis e chorando muito.

Me ensinaram pra dar uns tapinhas nas costas com a mão em forma de concha que é bom pra abrir os brônquios e ajuda a respirar. Eu fazia isso mas Karina detesta que fiquem batendo nas costas ou na bundinha, só ficava mais nervosa e gritava e chorava sem parar.

Sem saber o que fazer, já que o remédio parece que não fazia efeito, coloquei sentada no meu colo pra ver se acalmava.

Acalmou. Ou melhor dizendo, ela conseguiu respirar nessa posição e dormiu. Mas bastava eu tentar deitar pra ela sufocar novamente e começar a gritar. Passei a noite sentada com ela no meu colo. Quando tocou o despertador, consegui ajeitar numa posição que ela continuou respirando normalmente e fui fazer o café do Helio.

Meu, não conseguia nem descer as escadas. As costas phudidas, pernas e braços meio adormecidos, frio intenso... pensei que ia acabar fazendo xixi no meio do caminho =D

Levei ao médico de manhã, graças a Deus não estava tão cheio. Peguei mais remédios e tive que trazer o aparelho de inalação novamente.



E pensar que domingo ela estava tão bem...



Também com o frio que está fazendo, só a saúde de ferro da Melissa pra resistir sem adoecer.

O Fujisan já tá quase inteiro coberto de neve.



SAP: Kusuri techou é uma caderneta onde estão anotados os remédios que o médico passa. Tem a dose, o dia que recebeu, tudo. Caso precise frequentar vários médicos e estiver tomando remédios, basta mostrar essa caderneta que o outro já vai saber o que pode te receitar ou não.

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Uma tristeza e uma alegria

>> sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Ultimamente parece que só atualizo o blog para falar que as meninas estão doentes. Karina está com catapora. Não sei como pegou, mas está aqui toda pintadinha. Não tem febre e está bem. Só fica irritada quando começa a coçar e não consegue porque eu coloquei umas roupas que ela não consegue tirar pra poder coçar.

Ontem vi umas bolinhas na barriga quando fui trocar a fralda, mas achei que fosse porque ela esteve com prisão de ventre. Hoje o corpo inteiro estava cheio de bolhinhas, logo vi que era catapora, levei ao pediatra e ele deu remédios e pomada.

Como Melissa tomou a vacina contra catapora estou mais tranquila, porque mesmo que pegue (porque não imuniza 100%) será bem mais leve.

Depois do banho estava passando a pomada na Karina e Melissa tira a barriga pra fora porque quer passar também.

- Não, Melissa não precisa porque Melissa não tem nada, graças a Deus!

- Nãaaaaaaaaaao, Merissa quer passar 'graças a Deus'!

Ela nunca ouviu essa expressão deve ter pensado que era o nome do remédio =p

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Churros e bolinhas

>> sexta-feira, 25 de setembro de 2009

No aniversário da Karina aproveitamos nossa ida ao Toys e compramos bolinhas pra barraca das meninas.



Acho que é totalmente dispensável falar quanto elas curtem brincar aí dentro, né.

Enrolei para comprar as bolinhas porque tinha certeza que iriam bagunçar e não estava a fim de ficar catando bolinhas pela casa. Mas até que elas estão cuidando de deixar a sala arrumada (do jeito delas) =p

Hoje fui experimentar fazer churros pela primeira vez na minha vida. Levei 2 horas nessa aventura.



Deixei Melissa assistindo o DVD do Mickey Mouse Club House que aluguei e Karina quietinha no sofá por conta da gripe que pegou a coitadinha de jeito. De manhã levei ao pediatra e é apenas gripe normal, mas o peito está chiando horrores e o nariz entupidaço que tenho que chupar toda hora pra ela conseguir respirar.

Até que uma hora flagrei a baixinha carregando as bolinhas pro corredor. Tava indo quietinha, abriu a porta do banheiro e só consegui ver a hora que estava fechando a tampa do vaso.

Quando fui olhar...



G-Zuis! Imagina o faniquito de nojo que me deu na hora de tirar as bolinhas de lá. Mesmo que tivesse acabado de lavar o banheiro de manhã, pow é sujo, né. Argh!!!

É... criança quieta não é bom sinal MESMO, nem doente deixa de aprontar.

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Dodói

>> sexta-feira, 17 de julho de 2009

"Melissa forte!"

Era a frase que Melissa ficava repetindo quando sentia vontade de chorar porque sentia dor no machucado que fez no pé.

Me cortava o coração, mas ela ficou bem assim em casa, pulando, correndo e subindo na estante.

Andava na ponta do pé e o machucado estava pretinho por causado sangue coagulado (foi o que pensei). Mas não inflamou e nem ela teve febre, achei que o curativo que eu fiz estava bom. Limpei e coloquei um band-aid que não parou no lugar porque ela não fica quieta.

Não sei nem quando nem onde ela se machucou porque ela não chorou na hora. Eu imagino que foi na hora que ela foi comigo lá fora quando fui cuidar das minhas plantas.

Foi o Helio que viu por acaso quando ela estava assistindo os desenhinhos dela.

No finalzinho da tarde a Ellen me ligou pra levar Melissa pro parquinho junto com o Matheus e lá parece que chorou um pouco porque sentiu dor na hora de correr e levaram ao médico.

O pretinho era terra e era isso que doía na hora de correr, em casa ela corria descalça por isso acho que não dóia, na hora de sair de casa teve que por a sandália e mesmo que ficasse na ponta do pé o solado do calçado pegava no machucado. Tadinha..

Arrancaram a tampinha e limparam. Quando fui buscá-la, ela já nem lembrava que tinha se machucado. Como não ficava quieta o curativo saiu e tive que colocar um band-aid em casa. Aliás, tive que colocar 3, porque toda hora saía e no final acabou dormindo sem nada pra cobrir o machucado.



Teve que voltar no dia seguinte para uma limpeza, mas como já tinha formado casquinha o médico não quis mexer. A enfermeira que estava com ele disse que o plantonista que tinha atendido no dia anterior que havia recomendado retornar para fazer uma limpeza.

Com muita má vontade ele pegou um cotonetão e quando foi limpar, Melissa gritando e chorando muito chutou o médico. O chinelo saiu voando e ele muito nervoso se levantou e lá da sala do lado, para onde ele foi, olhou bem nervoso "Vá embora, não tem nada pra fazer aí".

Pedi desculpas, agradeci, xinguei mentalmente e saí.

Tá certo que não é pediatra. Tá certo que não é legal Melissa fazer tamanho escândalo. Mas poxa... Não é certo tanta ignorância.

Graças a Deus ela está bem e isso é o que importa. Quanto ao médico... nem me lembro mais dele =p

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Síndrome de Ménière

>> quarta-feira, 22 de abril de 2009

Vulgo Labirintite.

Eu conhecia a doença porque vi meus pais e meu irmão tendo crises horrorosas em casa. Mas a primeira manifestação dela em minha vida foi aqui no Japão. E eu, apesar de conhecer todos os sintomas, não sabia falar o nome da dita ao médico.

As pessoas que eu perguntava sobre infecção no ouvido sempre respondem que é chuujien (leia tyudien). Mas não é isso. Chuujien é otite média e o labirinto é ouvido interno. Aí falam, então é Naijien. É, não está de todo errado, mas naijien é otite interna genérica, vamos dizer assim. Eu precisava do nome da doença correta, que não consta em dicionário algum.

Minha sorte é saber falar a língua, assim vou ao otorrino, explico os sintomas, ele entende qual o meu mal e me dá os remédios que me curam. Pra ser bem sincera nunca perguntei que doença eu tinha, pois sabia que era labirintite.

Na primeira crise, em minha ignorância, nem sequer sabia que precisava ir a um otorrino e fui a um clínico geral que, por sorte, era muito bom. Não podia mexer a cabeça ou o mundo rodava em volta de mim a uma velocidade vertiginosamente rápida e eu não conseguia me manter em pé. Eu simplesmente caía, não desmaiava, mas caía. Por causa dessa tontura eu tinha dores de cabeça horrorosas, além de enrijecimento do ombro e do pescoço, vomitava demais (cheguei a emagrecer quase 10 kg em 3 dias), zumbido e sensação de ouvido tampado (tipo quando desce a serra).

Cheguei, expliquei o que eu estava sentindo e me deram uma ficha pra preencher. Quando baixei a cabeça pra escrever quase caí, nem consegui terminar de preencher e já me levaram pra esperar deitada em uma maca. Eu ainda tentei argumentar que preferia ficar sentada, porque sabia que se mudasse o ângulo da minha cabeça de maneira tão brusca eu ia morrer de tanta tontura. Mas a enfermeira insistiu que seria melhor deitar pra eu poder esperar mais relaxada. Deitei e na mesma hora o mundo começou a rodar. Sentei mas já era tarde e senti um arrotão vindo lá do fundo. Eu ia vomitar.

Elas foram rápidas, vi uma tigelinha na minha frente e senti uma mão alisando minhas costas. Fechei os olhos e mandei ver. Eu suava frio e senti alguém limpando minha testa e minhas lágrimas, além da boca. A mão continuava alisando minhas costas e a tigela continuava encostada na minha boca.

Terminada a caca abri os olhos. Tinha umas 6 enfermeiras à minha volta. A que segurava meu braço e me alisava, a que limpava minha boca, a que limpava minha testa e meus olhos e três em fila com tigelinhas. Eu enchi as três.

Quando parei de tremer, me deram um copo d'água e me levaram pra frente do médico na hora. Diagnosticado que meu ouvido estava inflamado, fui tomar soro, ganhei remédios e pude ir embora. Tive que ficar de repouso por 4 dias.

Depois disso tive outras crises, mas nunca mais deixei chegar a esse ponto. Quando sinto uma se aproximando (sim, ela vem devagar) já vou ao otorrino, explico meu estado, ganho remédios e fico bem.

Faz muito tempo que ela não se manifesta, graças a Deus. Mas essa semana a Ju cismou que estava com labirintite, mas não conseguiu fazer seu médico entendê-la, então hoje a levei em um aqui na cidade vizinha.

Consultório chique, super bem equipado, médico paciente e muito bonzinho. Adorei o lugar, pena ser um tantinho longe, acho que vou acabar ficando com o médico que sempre levo as meninas mesmo, ele sempre resolveu muito bem as nossas infecções e alergias. Mas gostei muito mesmo desse médico.

Pra que estou contando tudo isso? Porque vi a importância de perceber quando chega a hora de mudar de médico quando o seu não resolve seu problema. Engraçado como escrito assim parece óbvio, mas quando estamos acostumados a frequentar sempre o mesmo médico, mesmo que ele não consiga resolver, ele tem todo o seu histórico, então acabamos sempre voltando... e ficamos reclamando.

Ela ganhou um monte de remédios, uns corticosteróides anti-inflamatórios, relaxante muscular, remédio para o estômago e para melhorar as vertigens. Espero que melhore logo. Semana que vem tem que voltar, mas eu não posso levar novamente porque vou para a casa do meu irmão em Aichi passar o feriadão com ele e a cunhadinha grávida.

Senti também a dificuldade quando não consegue se comunicar. Então a quem interessar:

Labirintite: Menieru-byou
Otorrinolaringologista: Jibika
Vertigens/tontura: Memai
Zumbido: Miminari
Náusea/enjoo: Hakikê
Vômito: Ooto
Dor de cabeça: Zutsu
Enrijecimento dos ombros: Katakori

Para saber mais detalhes sobre a doença e seus sintomas leia aqui e aqui.

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Recobrando os sentidos

>> terça-feira, 21 de abril de 2009

Voltando da Terra dos mortos-vivos.

Como é ruim ficar doente, não? Desde ontem minha barriga estava esquisita. Tinha vontade de vomitar, estava com diarreia desde domingo. Quando o Helio voltou às 5 da manhã e levantei pra esquentar a comida dele, quase morri de tanto mal-estar. Dores abdominais, diarreia, vômito, tontura, uma tremedeira incontrolável e Karina acordada, manhosa e querendo colo. Ainda bem que o Helio ficou aqui com ela pra eu poder descansar.

Tinha que levara Ju ao médico hoje, mas sem condições de dirigir pedi ao Helio pra ligar avisando que estou mal.

Não sei o que me deu. Dormi o dia inteiro. Graças a Deus as meninas não acordaram também e consegui descansar bastante. Acordei melhor, minha barriga ainda está ruim, mas pelo menos parei de tremer. Consegui ir ao mercado pra fazer compras e fazer uma sopinha leve. Carne está me fazendo muito mal.

Vou ver se consigo dormir cedo pra acordar bem amanhã. Espero que não seja nada de grave. Até o Helio falou:

- Tomara que não seja a gripe da barriga. Ano passado você pegou bem nessa mesma época.

Não acho que seja, os sintomas são diferentes. Mas ainda não estou no meu estado normal.

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Dodói

>> domingo, 5 de abril de 2009

Karina está gripada. Sem apetite, tossindo e com o nariz escorrendo. Sem febre (graças a Deus) mas um pouco mole.

Helio está gripado. Com febre desde ontem, sonolento e quebrado.

Melissa está gripada. Espirrando e com o nariz escorrendo. Sem febre, pulando e correndo de um lado ao outro.

Herika não está gripada. Como os japoneses dizem: Bakawa kaze hikanai*

SAP: *Os bestas não ficam gripados.

Sim, eu assumo =p

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Machucados

>> quarta-feira, 18 de março de 2009

Karina se machucou.

Estava dando banho na Melissa e ouvi Karina se esgoelando na sala. Nem imaginei o que poderia ser, uma vez que estando com o pai ela fica mais do que sossegada. Quando saí, estava no colo do Helio e na testa um puta galão roxo e sangrando.

Tremendo vesti a Melissa, me troquei e fui procurar as carteirinhas dos hokens que eu tinha tirado quando troquei de bolsa. No meu desespero não achei o maledeto e perdi mais de meia hora na minha insana procura. Karina sonolenta no colo do pai e eu chamando toda hora para que ela não dormisse. Karina chorava e eu ficava cada vez mais cega. Finalmente achei no lugar que procurei primeiro porque tinha certeza do lugar onde tinha guardado (como não vi a sacolinha ali na minha cara?).

Agora o grande dilema: Onde levar? 8 da noite o pediatra que costumo levar está fechado.

Levar ao Kyukyu Center? Tenho uma experiência traumática da única vez que levei Melissa com 40º C de febre e vomitando, o médico super mal educado e mal humorado me deu uma puta bronca, não soube diagnosticar, me deu uns remédios pra ela parar de vomitar e mandou levar ao pedi no dia seguinte na primeira hora. E ainda por cima tive que pagar por esse atendimento porco. Saí de lá muito irritada e não dei remédio nenhum pra ela tomar. Como ele passa medicamentos sem saber o que a menina tem? Achei um absurdo! Mais absurdo cobrar por isso.

Levar ao plantão da clínica pediátrica da cidade vizinha? O Oohashi é considerada a melhor dessa região, mas uma vez que levei Karina lá também não tive uma experiência muito satisfatória. Era véspera da festa de aniversário dela, sábado de tarde. O pediatra delas fechado e de repente Karina começa a inchar. Deu uma febrezinha e quando vi a orelha dela estava super "estufada". Essa era a sensação quando se olhava para ela. Sério a orelha dela chegou a ter a grossura do meu mindinho. Quando cheguei lá, ela estava sem febre mas ainda inchada. Fui bem atendida mas o médico não soube me dizer o que acontecia com meu bebê.

- Deve ser alergia. Evite dar ovos, leite, castanhas, camarão e chocolate.

Passou um antitérmico para o caso da febre voltar e mandou procurar um alergista.

Também aquele dia eu estava sem um dos hokens. Estava na casa da Ellen terminando os preparativos da festa e fui direto de lá. Tive que pagar o valor integral da consulta e dos remédios. Mas se eu apresentasse o dito até o último dia do mês conseguiria a devolução do que paguei a mais. No total deu uns ¥ 8000. Claro que eu queria a devolução. Consulta infantil aqui custa ¥ 500 e os remédios são "di grátis". Acontece que o último dia do mês era o dia seguinte, domingo, o dia da festa. Mas, quando passei lá antes de ir ao salão, a recepcionista não queria me pagar, mandou voltar na segunda porque domingo não costumam fazer esse tipo de serviço. Mas foi a atendente do dia anterior que me disse pra voltar no dia seguinte, porque mesmo que não fizessem isso em domingos, era o último dia e se deixasse para segunda eu não teria mais direito à devolução porque já teria virado o mês. Fiquei um bom tempo batendo boca, já que a outra atendente não estava ali. No fim aceitei não receber naquele dia se ela me escrevesse uma declaração de próprio punho se responsabilizando a me ressarcir caso eu perdesse o direito da devolução. Mandei assinar e bater o hanko. Fui para a festa 40 minutos depois com os ¥ 7500 dentro da carteira.

Infeliz realidade: Neguinho que não fala a língua se fode nessa terra.

Felizmente o médico que levo as meninas além de pediatra (shounika), é clínico geral (naika) e alergista (arerugika). Com um exame de sangue foi comprovado forte alergia ao amendoim, leve em leite de vaca e clara de ovo. Proibição apenas ao amendoim.

Eu tinha dado pão com pasta de amendoim para as crianças lancharem naquele dia. Sorte a Karina não ter gostado e cuspido. Se apenas lambendo um pouco o corpo dela reagiu daquela forma, imagina se tivesse comido o pedaço que eu tinha dado. Não quero nem pensar...

Bom, como o machucado não foi tão grave apesar do enorme calombo, achei melhor levar ao Kyukyu Center por ser mais perto, já tinha perdido tempo demais procurando os hokens.

Fomos super bem atendidos pelo plantonista. Mas ele olhou pra Karina no meu colo:

- Ela chorou logo que caiu?

- Sim.

- Desmaiou, vomitou ou teve convulsões?

- Não.

- Hum... - pegou uma lanterna, e eu pensei que ia olhar dentro dos olhos, mas olhou o machucado bem de perto - Hum... Tudo bem, ela está bem, podem ir embora.

- Hã?

- Ela não teve nenhuma reação violenta, sinal que não afetou nada dentro, apenas o choro normal pela dor e pelo susto. O corte foi superficial, por isso não precisa de pontos e o galo é normal, vai desinchar. Não vou tirar radiografias porque para imobilizar uma criança de 1 ano é preciso prender na maca e ela está genki (bem, saudável) não precisa submeter a coitada a um estresse desses. Não vou passar remédios porque não tem necessidade, não precisa desinfetar com nenhum remédio também. Apenas lave com bastante água e mantenha o corte limpo. Coloque band aid somente se ela ficar coçando o local. Pode dar um banho de chuveiro normal, evite o ofurô. Fique de olho nas próximas 6 horas, porque uma batida na cabeça às vezes as reações não aparecem na hora. Podem ir. - Sempre sorrindo.

Simpático. Tanto que Karina nem chorou quando ele veio examiná-la. Muito pelo contrário, até sorriu para ele, a safada. Ela, que estranha todo mundo e não vai no colo nem dos tios que encontra sempre, sorriu para aquele desconhecido. Será sinal que devo confiar nele? Confesso que apesar de ter ficado mais aliviada em ver que meu bebê estava bem, eu teria desencanado melhor se tivesse uma radiografia comprovando que não afetou nada dentro da cabecinha dela. Mas agradeci o fato dele ter pensado em seu bem-estar e não querer estressá-la desnecessariamente.

Ela dormiu bem. Acordou somente hoje de manhã e já está sem galo, apenas o machucado já seco. Dormiu novamente, está um pouco mole. Aparentemente está bem, mas ainda estou temerosa. Não quero dar uma de mãe desesperada e correr ao pediatra por isso estou de olho. Nem consegui dormir com medo de dar alguma reação e eu não acordar, agora estou podre. O Helio olhando minha cara, que deve estar bem acabada, falou ao sair pra fábrica.

- Ela está bem. Descansa um pouco. Aproveita que as duas estão dormindo.

Eu devia fazer isso, mas olhei pra pia cheia de louça que não lavei ontem porque já estava tarde. Olhei pro cesto de roupas cheio de peças pra lavar. Olhei pra mesa cheia de papéis que Melissa picou com a tesourinha que comprei pra ela. Botei a casa em ordem e olhei pro computador pedindo pra ser ligado e acabei vindo atualizar o blog =p

Em tempo, Karina caiu da cadeira do computador e bateu a cabeça na quina do pé da mesa. Tinha uma proteção ali mas Melissa arrancou =(

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Mix de assuntos

>> terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Algumas pessoas tem o costume de raspar o cabelo, seja para disfarçar a calvice, porque está na moda, porque é prático ou porque simplesmente gosta. O tio da Ellen, seja qual for o motivo, faz parte desse time.
Sábado, no níver da Ju, ele estava na casa da Ellen lá sossegadão. Melissa correndo de um lado pro outro, de repente, parece que reparou nele no meio do caminho.
- Oi titio!
- Oi mocinha!
- Cadê seu cabelo?
- ...
o_O


Karina estava andando no meio das minhas pernas enquanto eu limpava a pia. Enxugando a tampa da panela de pressão, ela escorregou da minha mão e foi direto pra cabeça da minha pequena. Coitadinha, deve ter doído tanto que nem saía a voz. Olhei e vi um baita galão mas nenhum machucado mais grave.
Mais tarde, enquanto eu adiantava o bentou do Helio para o dia seguinte, ele na sala com as meninas, achou sangue na cabeça dela.
Cortou o couro cabeludo. Um corte não muito profundo, à primeira vista parecia que tinha apenas raspado, mas quando fui limpar pra fazer um curativo apareceu um cortinho.
Já eram 10 da noite do domingo e como ela estava bem achamos melhor esperar até o dia seguinte pra levar ao médico. No Kyuukyuu Center (pronto-socorro) daqui eles não fazem nada, dão bronca nos pais por não ter levado antes, mandam levar ao pediatra de costume no dia seguinte e ainda cobram por essa merda de atendimento.
No final nem precisei levar, o corte se fechou e fui apenas desinfetando para não infeccionar. Pesei a dita e foram 700 g em cima da cabeça dela. Foi sem querer, mas minha consciência pesou demais, tadinha.

Sexta passada caiu uma tempestade aqui. Muita chuva, muito vento e... muito bicho dentro de casa ¬¬"
Eu tava na sala e nem tinha percebido nada, mas quando o Helio voltou da fábrica às 2 da madruga, ainda chovia muito e a entrada estava infestada de tatu-bola. Ele jogou inseticida e fechou a porta da sala pras meninas não mexerem.
Tatu-bola não faz mal e não vejo necessidade de matar os coitados, mas uma invasão dos nojentinhos não é bem-vinda.

Sempre que o assunto é tatu-bola eu lembro do meu irmão. Ele comia quando era pequeno. Nojento? Pior, ele comia VIVO. Vomitou aí?

Vou confessar uma coisa aqui. Eu não conhecia Nutella. Nunca tinha comido, nunca tinha nem visto o que era. Li muita gente viciada falando sobre o produto e ficava imaginando se seria mesmo tão gostoso.
Pois bem, semana passada eu achei no mercado e claro que comprei. Um potinho de 220 g por ¥ 398, não achei tão caro, considerando que é o mesmo preço de uma manteiga de chocolate horrorosa que era o único substituto que eu tinha achado para o Ioio Cream.
Aliás, ou minha memória gustativa muito me falha mas eu não sinto diferença nenhuma entre Nutella e Ioio Cream (ainda existe?).
De qualquer forma, adoramos. Só tenho que controlar a tentação de lamber essa delícia às colheradas.

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Feito zumbi

>> sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Dores de cabeça medonhas, nariz entudaço, escorrendo e sangrando, garganta irritadíssima, acessos de espirro e tosse contínuos, olhos impedidos de se abrirem por causa da remela ao acordar, bolhas nos olhos, febre, estômago embrulhado seguido de vômitos, dores e coceiras no corpo. Estou em um estado de semi-decomposição e putrefação avançada. Maldito kafunshou!

Estou mal desde ontem, de manhã estava apenas com os sintomas normais da alergia mas depois de passar quase o dia inteiro fora, os efeitos dos pólens no meu corpo foram devastadores. Fui dormir com 38,5º C de febre que não baixaram nem mesmo depois de tomar remédio (de gripe), pelo menos pra ver se baixava a febre. Acordei de manhã e meu corpo doía tanto que acabei ficando aqui quietinha e dormi novamente. Minha intenção era ir ao otorrino pra pegar remédios, mas não aguentei o mau estar. Quando levantei, sem febre, já era hora de arrumar as coisas pro Helio e não dava tempo pra ir ao médico. Agora a febre voltou e estou mal novamente.

A previsão é chuva a partir de hoje à noite, espero que caia um toró que limpe o ar desses malditos kafuns que ficam voando em volta de mim. Está ventando horrores lá fora.

Todos os anos eu reclamo disso aqui no blog, acho que chega essa época os leitores já devem estar de saco cheio de saber que eu sofro com essa alergia. Mas simplesmente não dá pra ignorar meu estado de podridão.

Amanhã vou sem falta pegar os remédios que preciso pra poder passar esse período como um ser humano normal (como se eu fosse muito normal o resto do ano =p)

* Estava relendo o que escrevi. É um post bem Sexta-feira 13, não? =D

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Itai itai mimi*

>> sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Criança doente é uma bosta. Melissa tá ruim desde anteontem de noite. Ouvido inflamado e chorando muuuuuuuito. Pior que não toma remédio, tenho que misturar no leite com chocolate ou no yakult. E mesmo assim, ela sente que está diferente e leva séculos pra terminara de beber, isso quando não vai jogar na pia pra não ser forçada a tomar.
Ela estava bem o dia inteiro, tirou a sonequinha de tarde e acordou chorando com dor de ouvido. Pensei que fosse frescura, porque quando quer atenção começa a doer tudo nela. Basta dar um beijinho que a dor se transfere para outro órgão, até dor na língua ela já sentiu. Fiquei com ela no colo pra mostrar que eu me importo, que a amo, que AINDA sou a mãe dela, que estarei sempre perto quando precisar de mim.
Digo isso porque ultimamente Melissa anda com muito ciúmes da irmã. Quando acha que não estamos olhando ela bate, chuta, empurra, machuca mesmo. Karina anda com a cabeça roxa de uns tempos pra cá de tanto brinquedo que Melissa taca nela. Isso quando não bate com algum brinquedo, e sempre na cabeça. Melissa sobe em cima, pisa, pula. Sobe em cima do sofá (na parte do encosto) e pula em cima da Karina que está brincando no tapete, sobe em cima da estante e pula em cima da Karina, sobe na mesa e pula em cima da Karina...
Não sei mais o que fazer, já conversei, já briguei, já bati, já tentei dar mais atenção, brincar mais junto pra ela entender que Karina não tomou o lugar dela, mas Melissa continua machucando Karina... Difícil...
Por isso quando ela começou a reclamar que estava doendo o ouvido eu achei que era mais uma vez ela tentando chamar a minha atenção. Só que ela chorou muito, chorou demais e eu acabei ficando assustada e a levei ao médico.
10:30 da noite, Karina dormindo deixei com o Helio, levei minha baixinha em uma clínica de Susono (cidade vizinha). No carro ela ficou tranquila e foi cantando o caminho todo, quando estávamos chegando ela adormeceu, mas acordou assim que estacionei o carro. Estava super bem lá na sala de espera. E quando entramos no consultório, até o médico olhou pra ela e comentou que ela parecia estar muito saudável. Depois de explicar que ela estava chorando de dor de ouvido e que está gripada, ele enfiou um bagulho super comprido dentro do ouvido pra poder olhar lá dentro. Para que não se machucasse, pois começou a espernear, gritar, chorar e se debater, uma enfermeira imobilizou a cabeça enquanto eu estava encarregada de imobilizar as mãos e o corpo. Terrível ela começou a chutar o médico. Ainda bem que ele era muito bonzinho e paciente.
Olhou um lado, olhou o outro e quis olhar a garganta. Melissa cerrou os lábios de um jeito que não dava pra enfiar o palito. Apertei as bochechas dando uma forçadinha, ela abriu um pouquinho e o médico aproveitou pra enfiar o palito. Ela esperou ele se aproximar pra olhar e cuspiu na cara dele. Ainda bem que ele era muito bonzinho e paciente.²
Meu, que vergonha! Mas o médico nem ligou e continuou me explicando as coisas calmamente, coitado. O Helio diz que ele deve estar acostumado, e eu até concordo que não deve ser a primeira vez que isso acontece, mas acostumado ou não é uma situação desagradável e foi desagradável ver minha filha fazendo uma porcalhice dessas. Mas pelo menos ela não mordeu o dedo dele como meu irmão fazia =p
Ele me disse que é uma inflamação leve e que não preciso nem levar ao otorrino, mandou levar sexta ao pediatra que costumo levar. E ontem ela ficou boazinha, até limpou o chão onde Karina derramou água. Passou o dia inteiro bem, só deu trabalho pra tomar os remédios. Mas chega de madrugada começa a chorar de dor. Passei a noite inteira com ela no colo tentando acalmar e fazê-la dormir. Pelo menos dormindo ela não sente dor.
Era até engraçado se pensar bem, ela gritava, gritava, gritava e de repente dormia. Karina ali do lado nem se mexia.
E eu estou podre de tão cansada. Daqui a pouco vou levá-la ao pediatra. Espero que ele dê um jeito pra que ela não sinta mais dor. Me corta ainda mais o coração porque Melissa é resistente à dor e se ela está chorando de dor é porque deve estar doendo demais, tadinha...

*Dodói ouvido

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Dois vídeos

>> quinta-feira, 1 de maio de 2008

A luta para escovar os dentes da Melissa.



E ela cantando a abertura do desenho...
- Magaliiiii tomeyoooooooooo... (Nagai yumeo)



Karina completou 8 meses. Quem olha pra esse sorriso nem imagina que ela esteja doente, né. Coitadinha pegou rotavírus. Ficou desidratada por causa da diarréia e dos vômitos. Teve que tomar soro e fazer exame de sangue novamente. Chorou muito... e eu também...





Como tomou soro 2 dias seguidos voltou pra casa com a agulha no braço. Olha só como teve que passar a noite, tadinha. Mas continua sorrindo muuuuito.



Feriadão finalmente. Estou indo para a casa do meu irmão. Volto a atualizar o blog depois que voltar. Por muito pouco essa viagem não foi cancelada. Ainda bem que Karina se recuperou bem e já está melhorzinha. Espero que sare logo. Não suporto ver meus bebês doentes...

*Lu, bicarbonato em japonês é Tansan, tem no supa mesmo. Depois quero ver foto do bolo, heim. Você vai amar, esse bolo de maçã com nozes e passas faz muito sucesso quando eu faço. Modesta eu, né... rsss...

* Landinho e Deia, Melissa também pinta as paredes além do corpo e das batatas... kkk... Já mostrei isso aqui ano passado: Expressionismo Total.
Ahhh... essa fase expressionista, dá tanta dor de cabeça... Ainda mais porque fui esfregar as paredes com uma buchinha e descasquei parte do papel de parede. Acabei deixando tudo pintado mesmo =p Melhor trocar o papel de parede quando for sair daqui.

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Voltando finalmente

>> quinta-feira, 17 de abril de 2008



Festinha feita, casa ajeitada, dever cumprido... Agora posso voltar à rotina e voltar a atualizar esse blog com mais freqüência.
Domingo foi a festinha do aniversário da Melissa, fiquei muito feliz em ter conseguido alugar o salão bem no dia do aniversário dela.
Foi uma coisinha simples, apenas pra não deixar passar em branco. Ela curtiu muito e brincou bastante. Já está entendendo mais, né. Apesar de ainda não entender que era festa pra ela, porque parece que ainda não entende o significado do aniversário, ela gostou de ter outras crianças pra poder brincar junto.
Aluguei a cozinha do lugar no sábado pra poder fazer o bolo. Minha intenção era deixar o bolo lá na geladeira pra não precisar carregar no dia e eu também não tinha espaço na minha geladeira. Lá tem 5 fornões a gás, muitas assadeiras grandes, muito espaço... Uma maravilha. Fui. "Tentei" fazer. Como não estou acostumada com forno a gás e com forno grande, deixei queimar, fiz muita sujeira e no fim acabaram os ingredientes. Uma aventura... Só consegui fazer uma parte do bolo e deixei lá, porque já tinha dado a hora de entregar.
Voltei pra casa e fui fazer os doces pra enrolar. Tchan, tchan. Esqueci o abridor de latas lá e eu não tenho outro. Tive que deixar pra fazer os doces de manhã mesmo. Só deixei os amendoins moídos pra poder fazer os cajuzinhos (adoro).
Foi uma correria danada e o bolo (receita nova e não testada) ficou pronto na hora, mas duro pra dédeu, não sei se foi porque a forma era grande ou a receita é assim mesmo. Vou testar aqui em casa com a minha forma e o meu forno pra ver. Devia ter feito um bolo que estou acostumada a fazer, pelo menos ia ficar macio. Bom, agora já foi.
Agora tenho que começar a organizar o aniversário da Karina. E vou ter que procurar outro lugar pra fazer a festa dela, porque o homem lá reclamou que as crianças fizeram barulho demais correndo e não vão mais alugar pra gente. Puxa vida, fiz todas as festinhas da Melissa lá e tenho certeza que o barulho foi o mesmo, ou até pior antes. Mas... fazer o quê. Pelo menos tenho bastante tempo pra procurar outro salão.
As fotos estou garimpando com o pessoal ainda, mas os que nós tiramos já estão no Flickr.
Apesar de TODO mundo estar reclamando que Melissa se recusa a tirar fotos, deu pra tirar algumas dela olhando pra câmera. Ela detesta tirar fotos e fica fugindo ou quando vê uma câmera apontando pra ela abaixa a cabeça e sai fora. É um custo...
Karina ficou boazinha como sempre. Ganhou muito colo e dormia em cada colo que ganhava. Essa menina não me dá trabalho. Mas chegando em casa eu a senti quente quando peguei no colo. Ela estava com febre: 38,3º C. Fiquei preocupada mas deixei dormir. Na manhã seguinte, quando o Helio foi trampar, medi e a febre tinha abaixado: 37,9º C. Fiquei mais tranqüila, devia ser por causa do cansaço, falta de costume em lugares com muita gente, sei lá. Afinal era um ambiente totalmente diferente pra ela, além de ter sisdo um dia agitado. Mas de noite a febre voltou a subir: 38,7º C. Affff... quase 39º, deixei Melissa com a Ellen e fui correndo ao pediatra. Ela está com Exantema súbito (Toppatsusei Hosshin). Nunca havia ouvido falar nisso e, claro que, quando voltei já fui ao Santo Google procurar.

Toppatsusei Hosshin/Exantema súbito

Também chamado de Roséola infantil, Febre dos três dias ou Sexta doença, é uma doença infecciosa infantil que ocorre geralmente em crianças entre 6 a 12 meses de idade. Com alguns casos raros até os 3 anos. É contagioso, mas em geral o contato com o vírus dá imunidade permanente sendo difícil uma segunda ou terceira infecção.
É caracterizado pela febre elevada durante 3 a 4 dias e depois que a febre abaixa, surgem erupções cutâneas no corpo todo, menos no rosto, desaparecendo em 1 ou 2 dias sem deixar marcas. Falta de apetite e mau-humor por causa da febre alta também são sintomas comuns. Em crianças predispostas o súbito aparecimento da febre alta pode desencadear convulsões febris.

Fonte: Médico Assistente Online

Parece que não é nada tão grave assim e, graças a Deus, ela está sem febre desde ontem. Mas ontem ainda estava sem apetite e muito manhosa. Hoje já voltou a sorrir e está se alimentando normalmente. Está com a barriguinha manchada, tadinha. Fiquei de olho na Melissa, uma vez que o médico disse que será muito difícil ela não pegar morando junto. E ela ainda não pegou, então não está imune. Mas Melissa é uma criança forte e continua correndo, pulando, cantando, bagunçando e me deixando de cabelos em pé... não parece que pegou a doença. Ainda bem, mas ainda estou de olho porque pelo que li a respeito, a doença se manifesta depois de umas 2 semanas. Espero que ela continue do jeito que está =p



Ontem aproveitei que tive que sair pra ir ao banco e tirei umas fotos dos sakurás que ainda estão floridos em alguns lugares. Acho lindo!!! E esse ano novamente não consegui fazer um piquenique pra poder apreciar com calma. Vamos ver ano que vem =p É um espetáculo da natureza, diviníssimo e curtíssimo. Em 2 semanas já não tem mais flores. Como coincide com a época do aniversário da Melissa e é a época das chuvas fica difícil conseguir uma brechinha pra poder sair com as meninas.
Estou subindo as fotos no Flickr, depois posto o link direitinho pra todo mundo poder ver que maravilha essa época em que as cerejeiras estão em flor.

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Voltando aos poucos

>> quarta-feira, 19 de março de 2008

Arre que parece que finalmente consegui formatar direito essa bagaça. Com uma ajudinha do Helio, claro rss...
Aos poucos estou reinstalando os programas que sempre uso. Até o computador ficar com a minha cara de novo ainda demora...
Ontem levei Karina pra fazer a consulta periódica de 6 meses. Ela está bem, se desenvolvendo normalmente (graças a Deus). No exame biométrico deu que está medindo 65,3 cm, 7.009 g e não tem nenhum dente. Comparação inevitável, Melissa tinha 66,1 cm, 7.970 g e 4 dentes.
Karina ainda não vira sozinha, Melissa virou com 4 meses. O médico estranhou porque ela é bem durinha, mas ainda não vira. Vira o corpo, vai até a metade e acaba voltando. Eu tenho uma explicação berm lógica para isso (sempre temos =p). Melissa ficava mais tempo no chão. Era verão quando ela estava com 3 meses e eu tinha tapete. Tinha comprado ainda aqueles tapetes de borracha para ela poder ficar no chão sem se machucar. Ela tinha espaço para se arrastar, virar, desvirar, explorar à vontade.
Karina passa a maior parte do tempo presa no carrinho.
Primeiro, joguei o tapete fora porque Melissa vivia derrubando coisas nele e ficou imundo, no verão passado eu tentei tirar a fralda da Melissa e a deixava sem roupa dentro de casa para poder correr com ela no banheiro e ela fez muito xixi no chão, pra ficar mais fácil pra eu limpar com o barrigão que eu estava, melhor sem tapete.
Segundo, Karina nasceu no verão, na época que ela ia começar a virar, se arrastar, etc, já estava frio pra dedéu, não dava pra deixar no chão. A Ellen me deu um tapete de borracha mas Melissa desmonta ele inteirinho pra poder brincar, se eu me distraio um minutinho, Karina já está embaixo de um amontoado de letras...
Terceiro, Melissa sobe no brinquedo dela e pula lá de cima, Melissa sobe no sofá e pula lá de cima, Melissa sobe na estante e pula lá de cima...
Quarto, Melissa corre o dia inteiro, se deixar Karina no chão, Melissa pisa, chuta, tropeça...
Quinto, se deixar Karina solta Melissa carrega no colo...
Não, não dá pra deixar Karina explorar a casa à vontade. O resultado infelizmente é um desenvolvimento um pouco mais demorado. Mas pelas medidas dá pra ver que ela está crescendo normalmente e é bem esperta.
Aproveitei pra dar a primeira dose da tríplice. Fiquei ali morrendo de dó, mas minha pequena valente não chorou. Quem chorou foi Melissa... rss... Tadinha, já está traumatizada com os médicos.
Melissa nunca teve reações às vacinas, só quando tomou a MR (sarampo e rubéola) empipocou um pouco o rosto e o corpo, mas logo passou. Karina teve febre (baixa) e passou muito mal. Chorou muito de noite e acabou vomitando tudo o que jantou e mais o leite que bebeu antes de deitar. A sorte foi eu estar com ela na sala. Fez uma poça no sofá. Pensei em dar um banho, mas eram 4 da madrugada e estava muito frio. Só limpei e como ela já estava mais calma depois de ter soltado e começou a ficar sonolenta, achei melhor deixá-la dormir. Acordou bem hoje, graças a Deus.
Hoje levei Melissa pra tomar a vacina contra catapora. 8 mil, uma facada!!! Essa vacina, assim como contra a caxumba não constam na lista das vacinas obrigatórias, então é paga à parte. Mês que vem vou levar pra tomar a de caxumba. Tadinha, ela chorou muito... e ficou um tempão ainda falando dodói, dodói... Me cortou o coração, mais ainda quando penso que mês que vem vai passar por isso de novo.
Mês que vem tem a segunda dose da tríplice da Karina, fico até com medo que ela fique ruim de novo. Nem sei se foi por causa da vacina também, porque ela não está dormindo bem esses dias. Dá uma cochilada leve e acorda assustada, gritando e passa a madrugada inteira chorando. Outro dia acabou acordando a Melissa, aí fudeu tudo, porque às 3 da matina as duas bem despertas eu não agüento. Ainda bem que consegui fazer dormir logo que o Helio saiu pra trampar de manhã, só assim descansei um pouquinho. Ontem eu achei melhor levar Karina pra sala e dormi com ela no sofá.
Eu sempre acabo no sofá. Para o Helio poder descansar eu fui parar no sofá com a Melissa, agora que finalmente voltei pra cama, voltei pro sofá com a Karina pra Melissa e pro Helio poderem dormir. E a minha hérnia... ó...

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Depois da tempestade...

>> segunda-feira, 3 de dezembro de 2007


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Ser mãe é acordar às 3 da madrugada para amamentar e trocar a fralda do bebê, mesmo que esteja vomitando sem parar. Ser mãe é às 3 e meia, mesmo morrendo de dor de barriga por causa de uma diarréia danada, trocar a roupa do bebê e do berço porque esta vomitou tudo o que acabou de mamar. Ser mãe é às 4 levantar pra fazer uma mamadeira porque acha que o bebê está com fome depois de soltar tudo e a queridinha não tomar nada porque só soltou o que mamou demais.
Hoje entendi bem quando as pessoas falam que quando a mãe adoece a casa pára. Minha casa estava suja, bagunçada, as meninas sem banho, uma montanha de roupa pra lavar, pia cheia de louça... Uma tristeza. Mas era só pensar em levantar da cama pra vomitar. Fiquei muito mal desde quinta-feira de noite. Peguei a gripe da barriga (no Brasil devem chamar de virose, tudo é virose no Brasil :p) Com uma diarréia danada e vomitando sem parar e passei a sexta na cama. Só levantei porque Melissa sentiu minha falta pela casa e começou a chorar sem parar.
Podem perguntar: "E o Hélio? Não pode fazer essas coisas por você?" A resposta é: Sim, ele pode fazer e tenho certeza que ficaria com a Melissa e pelo menos limparia a casa se ele não estivesse pior que eu. Voltou cedo quinta, não agüentou a gripe, veio embora e já avisou que não ia sexta. Ainda bem porque na sexta foi a vez dele começar a vomitar, além da diarréia e da febre. No sábado estávamos melhores, a diarréia não dava tréguas mas ele parou de vomitar, apesar da febre não abaixar. Eu continuei vomitando, mas não tive febre. Domingo acordamos razoavelmente bem. Sem vômitos, febres ou diarréias, apesar da barriga ainda não estar no estado normal. De tarde até conseguimos dar uma volta com as meninas, que graças a Deus não pegaram a gripe. O ruim foi que por eu ter ficado desidratada acabei ficando sem leite e Karina chorava de fome. Ela não gosta de leite em pó e só tomou porque acho que estava com muita fome mesmo, tadinha. Estamos bem agora, o corpo parece ter voltado a funcionar normalmente.
Agora vou mostrar um videozinho da minha baixinha dançando junto com a Xuxa. Não é pra me gabar, mas era só a segunda vez que ela assistia o DVD, agora depois de passar o fim de semana inteiro assistindo e dançando ela se aprimorou muito e já até canta junto, mas não consegui filmar porque eu estava morrendo :o)


Créditos:

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Na saúde, na doença...

>> quinta-feira, 29 de novembro de 2007

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Andei doente, peguei uma gripe que me derrubou e fiquei sem voz... O pior nem foi isso, foi eu ter passado a gripe pra família toda. Primeiro foi Karina, depois Melissa e agora o Helio está ruim. Segunda-feira levei as meninas ao pediatra e ganhei remédios além de ter feito inalação nelas. Estão as duas com o nariz entupido e o peito chiando, tadinhas. Já estamos melhores mas ainda não saramos de todo. Karina detesta o remédio mas toma tudo chorando. Melissa toma o remédio misturado no leite. Não deu febre em ninguém por isso mesmo terça eu e Melissa tomamos a vacina contra influenza. Eita vacina dolorida...
Mas a vida continua e Karina completou 3 meses. 3 meses de muitos sorrisos e agora ela já dá umas gargalhadinhas. Muito linda!!!

Créditos:
Kit Blooming by Stephanie J. Wright
Font Al Charisma
Wordart: "O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos." (Eleanor Roosevelt)

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Diário de Bordo

>> sábado, 8 de setembro de 2007

Apresento-lhes Karina, a mais nova princesinha do pedaço. Nasceu dia 29 de parto cesárea, com 48 cm e 2816 g. Achei grande para quem nasceu quase um mês antes da data prevista.

Respondendo a pergunta de praxe: "Com quem ela se parece?"
Eu, Herika, na qualidade de mãe posso afirmar sem sombra de dúvidas que Karina se parece com a Melissa. Sinto como se estivesse com uma versão magra da Mel nos braços. Para quem tem alguma dúvida scaneei as fotos do primeiro banho que ganhei da clínica. Coloquei lado a lado aqui para mostrar a vocês. A única diferença, além do peso, é que uma está com um olho aberto e a outra está chorando, no mais, parecem ser a mesma criança.
A verdade é que enquanto estão inchadinhos os recém-nascidos são todos iguais.

Criança muda muito e Melissa é uma boa mistura das famílias dos pais e creio que com Karina não será diferente.
Outra coisa que muita gente me pergunta é o porque da cesárea tão antes do tempo. De acordo com o médico, a partir da 37ª semana o bebê já está totalmente desenvolvido e só vai ganhar peso até o final da gestação. Então ele prefere tirar enquanto a criança é menor para poder cortar em cima da cicatriz. Quanto mais se espera, maior é o bebê e maior será o corte. Por isso a cirurgia parece ser adiantada, mas não é.

A cirurgia foi adiada e fui internada apenas na terça-feira, dia 28. Graças a Deus e à minha mãe (claaaaaro) deu tempo de preparar tudo antes.
O dia da internação costuma ser tranqüilo e comigo não foi diferente. Cheguei, me troquei e logo vieram me depilar. Diferentemente do Brasil, aqui eles não deixam a bonequinha peladinha. Fica tipo Enéas, careca em cima e a barba comprida em baixo, pois eles só tiram os pentelhos do alto que atrapalham na hora do corte. Na da Melissa me depilaram com um barbeador elétrico, desta vez foi na navalha, então passaram espuma de barbear mentolado e eu fiquei ali com minhas partes baixas com uma sensação de frescor da manhã. Ainda bem que pude me lavar e tirar aquela meleca antes que começasse a irritar minha pele.
A cirurgia foi super rápida e, como eu temia, passei muito mal. Minha pressão, já baixa normalmente, cai muito e eu fico sufocada, não consigo respirar. Passei boa parte da cirurgia gemendo e tremendo demais, meus olhos começaram a lacrimejar sem parar e eu não tinha forças nem pra chorar.
Quando puxaram a Melissa eu senti uma coisa esquisita, um vácuo, um vazio, não doeu mas não foi gostoso. Quando tiraram a Karina eu tive vontade de vomitar. Alguma coisa aconteceu no meu estômago e comecei a me sentir enjoada.
As comparações são inevitáveis (mesmo não querendo fazer). Tudo parece ter sido diferente desde a gravidez. Vou enumerar várias coisas aqui.
OS ENJÔOS: Melissa - Vomitei até ela nascer. Karina - Passou quando ia completar 4 meses, estava tão bem que consegui preparar a feijoada para o aniversário da Melissa, além dos salgadinhos e doces.
MEU CORPO: Melissa - Apesar de ter vomitado mais, eu inchei mais e cresceu apenas barriga. Karina - Fiquei mais redondinha dos lados mas o rosto, as pernas não se alteraram.
ANEMIA: Melissa - Tive anemia profunda depois do parto. Karina - Tive uma leve anemia antes do parto.
ANESTESIA: Nas duas vezes foi a RAC, claro. Mas na da Melissa eu tive que tomar duas injeções doloridérrimas no braço antes e claro que doeu quando o médico enfiou a agulha na minha espinha, mas não tanto. Desta vez não teve as injeções, mas o médico enfiou a agulha mais vezes nas minhas costas. Doeu muito mais. AAAAAFFFFFFEEEEEEEEEE...
O TEMPO DA CIRURGIA: Desta vez foi muito mais rápido. Melissa - Durou quase duas hoas. Karina - Durou uma hora certinho.
A TREMEDEIRA PÓS-PARTO: Melissa nasceu em abril, era primavera, clima ameno... Lembro que me levaram para o quarto e o ar estava ligado no quente, me cobriram com um cobertor elétrico ligado no máximo e um futon (edredon?) e eu pedi para desligarem o ar e tirarem o futon porque eu comecei a passar mal com o calor que estava sentindo.
Dessa vez Karina nasceu em pleno verão, calor de 35°C e os preparativos do quarto eram os mesmos, pois falam que se sente muito frio logo após o parto, seja cesárea, seja normal.
Eu tremia tanto, mas tanto (apesar de não ter a sensação de estar com frio) e deixei que me cobrissem e me encapotassem toda e descansei super bem assim, sem sentir calor.
LIMPEZA/TRATAMENTO DO BEBÊ: Tiraram a Melissa, me mostraram e logo foram limpar em um lugar que ouvia mas não conseguia ver. Depois que terminaram já levaram pra família ver lá fora e o Helio e minha mãe puderam pegar no colo um pouco.
Tiraram a Karina e não me mostraram, mas limparam-na do meu lado e pude ver enquanto ela se debatia e gritava sem parar. Depois de limpa e enrolada em uma toalha, encostaram o rostinho dela no meu e deixaram que eu chorasse à vontade sentindo o toque da pele do meu bebezinho. Mas a família não pôde pegar no colo, apenas olhar.
AS CONTRAÇÕES UTERINAS: Se é que posso chamar assim quando o útero se contrai para voltar ao tamanho normal.
Melissa - Doeu, doeu, doeu.. Minha barriga ficava se mexendo, até parecia que ainda tinha uma criança dentro chutando. Mas a dor era "suportável", começaram apenas no dia seguinte do parto e não duraram muito tempo (dias).
Karina - Doeu, doeu, doeu, doeu, doeu, doeu... Meu Deus do céu, como doeu. Tão logo eu senti a anestesia passando o útero começou a contrair e a doer muuuuuuuuuuuito, mas muito, muito, muito... Eu não agüentei e acabei pedindo um analgésico e me aplicaram uma injeção tão, mas tão dolorida no braço que não sabia o que doía mais no final, se era meu braço ou minha barriga.
Depois fiquei me segurando e tentando agüentar a dor "valentemente", quando na troca de turnos a enfermeira que veio trocar o soro ficou com dó e me enfiou um supositório analgésico ou um analgésico em forma de supositório (se preferir), a outra enfermeira se recusou a me dar mais remédios e falou pra eu tentar agüentar a dor (esse tal de gamam shite deles me enerva ao extremo).
Essa enfermeira me avisou que ia demorar um pouco para fazer efeito e realmente demorou, mas consegui dormir tranqüilamente depois.
No dia seguinte já estava bem, consegui até levantar da cama e andar um pouco dentro do quarto. Pensei que havia acabado meu sofrimento nessa parte mas estava enganada, no outro dia ganhei remédios para contrair o útero e começou a doer novamente. A dor era suportável e a barriga começou a se mexer.
MASSAGEADOR: Dizem que depois da RAC precisa movimentar as pernas senão dá problemas no coração, enxaquecas e sei lá mais o que.
Melissa - Nem havia passado o efeito da anestesia direito ainda quando trouxeram o dito cujo e colocaram nas minhas pernas. São dois sacos compridos que cobrem as pernas inteiras e quando liga, ele infla e fica umas bolhas massageando as pernas. Você sente o ar apertando a batata da perna, a sola dos pés... É uma delícia, super relaxante. Eu adorei aquilo. E como me recusei a levantar da cama no dia seguinte, ainda consegui que colocassem essa maravilha mais duas vezes ainda.
Karina - Nem vi a cara dele. Tinha que fazer exercícios com os pés, levantar da cama o mais rápido possível e começar a andar. O acompanhante (minha mãe) TEM que massagear as pernas da paciente (eu).
OS GRAMPOS: Melissa - O médico tirou no 3º dia, contei 4 grampos (ficou marquinha em 4 lugares também) e não senti nada quando ele veio tirar no quarto. Depois colou um tape grandão e me liberou o banho para o dia seguinte.
Karina - No 4º dia uma enfermeira colou um monte de tapes e fui liberada para o banho, mas a retirada dos grampos aconteceu somente no dia da alta, de manhã e tive que descer até o consultório. Contei e vi 15 grampos. Ardeu muito, doeu um pouquinho.
Das duas vezes só pude tomar banho de chuveiro no 4º dia após a cirurgia, com a diferença que na vez da Melissa fui internada antes então fiquei quase uma semana só na toalhinha (banho de gato).
A SONDA: Melissa - Como eu demorei mais para andar por sentir dores muito fortes, demoraram mais para tirar a sonda já que não conseguia ir até o banheiro. Isso me custou muito caro. Um dia a mais com a bendita e eu perdi a sensibilidade da bexiga. Não sentia vontade de ir ao banheiro, quando sentia já era tarde demais e não conseguia segurar nada. Como o quarto ficava no final do corredor, tinha uma looooonga caminhada até o banheiro e eu ia vazando no meio do caminho: Incontinência urinária, simplesmente não conseguia segurar. Então a solução foi colocar 2 fraldões e ir ao banheiro apenas para me limpar e jogar as fraldas fora.
Karina - Depois da experiência anterior pensei em comprar aquelas fraldas geriátricas e usar quando tirassem a sonda. Fiquei com vergonha e não comprei, se precisasse, mostrei ao Helio qual eu queria que ele comprasse pra mim.
Apesar de ter perdido um pouco a sensibilidade, não perdi o poder de retenção. Graças a Deus não precisei usar fraldas. É uma situação um tanto quanto humilhante, apesar de temporária.
SANGRAMENTO: Melissa - Quase não sangrei, foi muito pouco e apenas nos primeiros dias enquanto ainda não levantava da cama.
Karina - Apesar de não ser em abundância, ainda estou sangrando. Tenho uma teoria para explicar isso (meras suposições minhas, óbvio). O médico da Melissa me limpou melhor já que demorou mais pra me fechar. Afinal, em quase uma hora de diferença dá pra limpar meu útero muito melhor, não?
DOR DE CABEÇA: Melissa - Na mesa de cirurgia me falaram pra não mexer muito a cabeça que ia me dar dor de cabeça muito forte depois de passar o efeito da anestesia (seqüelas da RAC). Fiquei me debatendo o tempo todo mas minha cabeça não doeu nem antes, nem depois e achei que era um exagero das enfermeiras.
Karina - Não falaram nada de dor de cabeça, me debati muito também e também não tive dores de cabeça até o 3º dia. Nossa, de repente começou a doer, doer, doer. Quando senti que ia começar a latejar, deitei e fiquei quietinha com os olhos fechados. Passou! Mas era só me levantar que começava a doer novamente. Falei com uma enfermeira e ela me explicou que é por causa da RAC e me deu um analgésico que não efeito nenhum :S
TEMPO DE INTERNAÇÃO: Melissa - Era pra ser 10 dias após o nascimento, fiquei 9, mas como ela demorou para nascer foram 14 dias no total.
Karina - 8 dias após o nascimento, mas como tem os preparativos e interna-se um dia antes, fiquei 9 dias no total. Tive alta dia 5, quarta-feira.
5 dias são uma eternidade para quem está "presa" em qualquer lugar.
LAVAGEM INTESTINAL: Karina - Fiz na manhã da cirurgia. Que p*** dor de barriga que dá. AAAAAAAAFFFFFFFEEEEEE!!!!!!
Melissa - Hã? Como? Onde? Quando? O quê? Lavagem? Pra quê? Não fiz! Simples assim.
O CORTE: Melissa - Senti muita dor, muito medo e tive uma dificuldade enorme até me levantar da cama. Os grampos repuxavam alguns nervos das pernas e eu morria de medo do corte se abrir, dos grampos rasgarem minha pele... Era a primeira cirurgia da minha vida (a cirurgia de correção da miopia não conta, né).
Karina - Senti o corte arder muito e claro que doeu, mas não tanto e eu consegui me levantar e andar muito mais rápido e confiante. Fazendo tudo em câmera lenta claro, mas já passeava pelos corredores no 3º dia sem sentir os grampos repuxarem nervo nenhum.
AMAMENTAÇÃO: Melissa - Como boa marinheira de primeira viagem, pastei muito até pegar o jeito certo de amamentar, fora que Melissa não colaborava virando o rosto para o lado contrário e se debatendo sem parar. Levou um tempinho até a gente se acertar. Tive mastite mas meu bico não rachou.
Karina - Essa menina é esfomeada, procura o peito direitinho e chupa com bastante força. Está sendo muito mais fácil do que imaginava. Não tive mastite mas rachou os dois lados.
Nas duas vezes não tive bico e tive que acoplar um bico de mamadeira no peito no começo.
INCHAÇO NAS PERNAS/PÉS: Melissa - Antes do parto. Karina - Depois do parto.
FOTO COM A FAMÍLIA: Melissa - Eles marcavam um dia em que a família poderia se reunir, geralmente aos domingos e deram 3 fotos tamanho L no dia seguinte. Havia um painel no corredor com as fotos para quem quisesse ver.
Karina - Para quem quisesse, entre 16:30 e 17:00 de segunda, quarta e sexta-feiras. Se a família não puder se reunir tira apenas a mãe e o bebê. Dão 1 foto tamanho A4 e L quantas você quiser e entregam no dia da consulta de 1 mês. Tiraram as fotos do painel.
Agora alguns pontos em comum são:
MEU PESO: Comecei e terminei a gravidez com o mesmo peso. No começo quando as náuseas são mais fortes eu perdi 5 kg e depois apenas recuperei esses 5 kg até o final da gravidez. Então quando me perguntam se eu engordei é difícil explicar. Afinal: ENGORDEI ou NÃO? (enquete :P)
ESTRIAS: Não tive, apesar do tamanhão que fica minha barriga. Ainda bem que parece que não tenho tendência, pois coça muito e muitas vezes eu não agüentava e metia a unha.
O QUARTO: Coincidentemente fiquei internada no mesmo quarto, tanto da Melissa quanto da Karina. Rezei para desta vez ficar num quarto mais perto do banheiro, mas minha sina parece ser ter que segurar o xixi por bastante tempo até conseguir me aliviar durante a internação.
E, é claro, que a coisa mais importante em comum é a EMOÇÃO de finalmente poder ver o rostinho das minhas filhas, saber que a partir daquele momento vou poder beijar, abraçar, amamentar, pegar no colo... O alívio de ver minhas filhas sujas e melecadas e constatar que são perfeitas e saudáveis.
Como eu já disse aqui, o começo da gravidez da Karina foi muito complicado, com direito a radiografias e muitos remédios. Passei um bom tempo com muito medo que isso tivesse afetado o bebê de alguma forma. Com a Melissa fui perseguida pelo fantasma do medo de perdê-la a qualquer momento. Tinha pavor só de pensar que pudesse se repetir o que aconteceu na minha primeira gravidez.
O comportamento da Melissa era a coisa que mais me preocupava, mas para alegria e alívio de todos foi o melhor possível.
Primeiro porque ela parece não sentir minha falta em casa. Ficou boazinha com o pai enquanto a avó estava comigo no hospital (ela teve que me acompanhar durante as 3 primeiras noites). Depois que minha mãe "teve alta" e o Helio voltou a trabalhar, parece que ficava procurando pelo pai mas não chorou e nem ficava chamando. Comeu e dormiu sem dar problemas.
Quanto ao ciúmes, aparentemente não sente. Mas quando eu estou amamentando ela tem que se enfiar no meio das minhas pernas e fica ali esperando eu terminar. Quando coloco Karina no carrinho, Melissa logo pega minha mão e me puxa pra deitar e abraçá-la. Fica ali passando a mão no meu rosto e sorrindo. Isso me corta o coração.
De alguma forma ela entende que Karina faz parte da família e está curtindo a irmã. É muito carinhosa, adora passar a mão na cabeça fazendo um carinho e fica dando beijinho falando "Akina Akina" Não pensei que ela fosse ter tanta dificuldade para falar Karina, então fico repetindo bem devagar, sílaba por sílaba. Agora ela própria está nos imitando:
- Ka, nini, na, Akina. Ka, nini, na, Akina. :S
Não pode ver Karina dormindo que logo vai mexer:
- Akina tá mindo. Oooooi Akina!
Quando Karina chora:
- Ungashisha shuyá. Ungashisha shuyá. (Não precisa chorar)
É lindo de se ver. Estava tão orgulhosa da minha mocinha, mas desde antes de ontem de noite que ela está com febre. Ontem levei ao pediatra e a garganta está um pouco inflamada, mas não o suficiente para dar febrão e chegou aos 39º. Melissa nunca teve febre tão alta e acho que além da garganta deve estar se sentindo rejeitada, tadinha. Procuro ficar bastante tempo com ela mas acho que está insegura, sei lá. Espero poder conseguir fazer com que ela entenda que ninguém irá ocupar o lugar dela. Vou precisar de muita paciência e tato.
Credo como esse post ficou gigantesco. Queria ter publicado tão logo cheguei em casa, mas estava impossível conseguir ligar o pc. Uma das duas estava sempre chorando... E quando chorava as duas de uma vez então: uma de fome e a outra de febre. Affe... Acabei levando 3 dias para conseguir terminar de escrever tudo o que eu queria :P
No final posso dizer que tanto o parto quanto a recuperação da Karina foram bem mais tranqüilos e rápidos. Da Melissa havia o fator inexperiência que era muito forte. O medo do desconhecido, os temores eram diferentes, tinha inúmeras dúvidas...
Mas posso afirmar que sempre vale a pena. Olhando para minhas filhas me sinto plena e realizada. Nunca imaginei ser capaz de amar alguém tanto assim.
"Você nunca imaginou que se renderia diante de um ser tão pequeno e delicado". Não sei onde li essa frase mas ela me marcou muito (quem souber a autoria por favor me avise para que eu possa dar os devidos créditos) pois em poucas palavras conseguiu expressar como me sinto diante de cada uma das minhas filhas. Tão frágeis e dependentes. Tão pequenas e delicadas. Mas são elas que me dão forças para seguir sempre em frente.
Ainda fico maravilhada (abestalhada, se preferir) diante do poder de gerar uma vida. Uma coisa que sempre me faz chorar é lembrar o momento que vi Melissa e Karina pela primeira vez após os partos...
ÉEEEEECA... Respingou muita baba aí?

Créditos do LO:
Kit Nature by alexa b.- Alexandra Brandwein
Font Alex Brush

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