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Eu primeiro!

>> terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Karina folgada sempre quer ser a primeira a fazer as coisas: quer dar beijo no pai antes da Melissa, quer trocar de roupa primeiro, quer que a irmã venha depois dela.

Aí que no banho me pergunta por que Melissa nasceu antes. ELA tinha que nascer primeiro.

Perguntei por que ela não chegou antes da Melissa se queria tanto assim nascer primeiro.

Pensou, pensou e perguntou por que eu tenho pentelhos e peito grande.

Mudar de assunto ainda é a melhor tática para fugir de uma pergunta capsiosa. Até a baixinha já descobriu isso, e eu nem precisei ensinar #orgulho (≧∇≦)

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Memória falha ou falta de noção?

>> sábado, 15 de junho de 2013

Conversando com uma amiga sobre os partos das meninas, tentando puxar pela memória o peso e a altura acabo soltando:

- Ah, Melissa como já tinha completado 42 semanas nasceu grande e gorda. Ela tinha 53 kg.

Ô.ô

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Nomes

>> domingo, 10 de julho de 2011

Karina aprendeu que além do nome ela e a irmã possuem sobrenomes.

Isso se deve à escolinha que elas começaram a frequentar em abril.  Tudo, tudo, tudo tem o nome delas escrito: material escolar, roupas, mochila, sapatos, toalhinhas... tudo.

Mesmo sem saber ler, ela aponta as letras e soletra: Mi-ya-shi-lo Ka-ri-na.  Ah! Sim, ela aprendeu a falar Karina e não se chama mais de Akina ^^

Agora as duas tem suas coisinhas bem separadas e uma não empresta e nem pega as coisas da outra, a não ser quando eu peço pra dividir.

A coisa de nomear um dono pras coisas se extendeu para tudo o que tem em casa: bonecas, quebra-cabeças, cobertores, cama, livros.

- Mamãe, esse (qualquer coisa dela) é da Karina. Olha Mi-ya-shi-lo Ka-ri-na.  Papai, esse é da Melissa. Olha Mi-ya-shi-lo Me-lis-sa.

O Helio resolveu testar:

- Video-game é do papai. Como fala?

- Video-game é do papai? Olha: Mi-ya-shi-lo Pa-pa-i.

Melissa não aguentou e se intrometeu:

- Não, Karina. Papai não é Pa-pa-i, é tio Helio.

Nota 1: Eu sei que 'papai' é um ditongo e não se separa assim, mas é assim que minhas filhas falam. E elas soletram em sílabas porque cada caractere japonês corresponde à uma sílaba.

Nota 2: Pensei muito se colocava ou não a nota 1, mas não queria precisar apagar comentários dos chatos de plantão XD

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Ado A-ado

>> quarta-feira, 6 de abril de 2011

Voltando pra casa e vejo uma senhorinha se exercitando (?). Mãos na cintura, passinho pra frente, passinho pra direita, passinho pra trás, passinho pra esquerda (repeat). Sempre tomando o cuidado de não sair daquele espacinho na calçada.

- Óia lá, que quela tá fazendo?

O Helio é sempre rápido nas respostas:

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Affff

>> quarta-feira, 9 de março de 2011

Desculpe @SandyLeah mas devassas mesmo somos nós kkkk on Twitpic
Desculpe @ mas "devassas" mesmo somos nós kkkk


#morri (de rir) XD

Justo quando achei que tinha arrumado a desculpa perfeita pra ser pinguça >.<


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Pobre Rena

>> sexta-feira, 17 de dezembro de 2010


Voltando pra casa e vendo as decorações de Natal.

- Olha lá, o veado se mexe!

Esse é o Helio apontando para essas renas feitas de luzes (lâmpadas).   Melissa olhou e foi rápida no gatilho.

- Tyrone está mexendo a cabeça.

...

Abstenho-me de tecer comentários ¬¬"

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Rir é bom demais

>> sexta-feira, 21 de maio de 2010

Imagino que tenha começado com a versão em português da música Have You Ever Seen The Rain (Eu vi o revólver sim do Rei).  Há algum tempo atrás recebi por email o melô do Yakisoba que achei engraçado apesar de besta.  Esses dias conheci a receita do Bacalhau e ri demais.  Como queria compartilhar fui procurar no youtube e achei além dele muitas outras paródias culinárias do mesmo grupo.  São engraçadas, sim.  Bem besteirol mas ótimo pra descontrair um pouco.

Agora... o que eu achei nos vídeos relacionados que eu achei demais mesmo foi uma dupla que foi no Jô.  O vídeo é velho mas eu não conhecia e #rialto e muito.


Essa de parodiar músicas sempre existiu, eu sei. Lembro do Ney Matogrosso cantando Telma eu não sou gay (Tell me a once again). Ou o sucesso que foi Piu Piu de Marapendi cantando Eu hoje vou me dar bem (Você não soube me amar). Ou o João Penca & Seus Miquinhos Amestrados cantando um Medley da Jovem Guarda. Fico admirada com a imaginação desse povo =D

Agora vou denunciar minha idade e dizer que fiquei feliz foi de encontrar entre os relacionados uma música que AMO. Acho que foi por causa dela que aprendi a gostar de música italiana. E pela primeira vez eu vi quem canta e a sua tradução o.O

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Bilíngue

>> sábado, 8 de maio de 2010

Melissa rói unha.  Até o verão passado comia até as unhas dos pés.  Não consigo fazê-la parar com essa mania.

Não quero castigar por causa disso mas, por mais que eu explique, ela não pára.  Só na hora que percebe que estamos de olho ela tira os dedos da boca e disfarça.

Durante o inverno não roeu os pés por causa das meias que usava direto e pude até cortar suas unhas, mas as mãos...  Agora vários dedos estão sangrando porque ela começou a tirar pedacinhos das pontas dos dedos por não ter mais unhas.  Uma tristeza.

O único jeito que achamos foi ficarmos de olho e chamamos a atenção quando percebemos que levou a mão na boca.  E com essa mania de misturar japonês e português às vezes acaba saindo coisas como:

- Melissa, tira o kuchi da boca!

Rimos muito =D

* Kuchi - leia-se kutí, é boca.

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Romantismo à toda prova

>> quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Assistindo Ana Maria Braga dia desses, passa a reportagem dos sonhos dos telespectadores que o programa realizou. Olhando uma mulher de 46 anos que chora conhecendo o mar o Helio comenta espantado:

- Ouvi direito? Essa mulher tem 46 anos??? Quase igual você!

E olhando pra mim:

- Então até que você não tá tão mal assim pra sua idade.

Heim???? Como assim? Isso foi um elogio? =/

*****

Peguei o Helio olhando pra Karina enquanto ela brincava. Ficou um tempão assim e eu achei lindo o pai namorando a filha daquele jeito ^^

- Esse nariz de tomada ela puxou de você, né?

- Hã?

*****

...

Sem comentários. Esse romantismo acaba comigo ¬¬

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Uma tristeza e uma alegria

>> sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Ultimamente parece que só atualizo o blog para falar que as meninas estão doentes. Karina está com catapora. Não sei como pegou, mas está aqui toda pintadinha. Não tem febre e está bem. Só fica irritada quando começa a coçar e não consegue porque eu coloquei umas roupas que ela não consegue tirar pra poder coçar.

Ontem vi umas bolinhas na barriga quando fui trocar a fralda, mas achei que fosse porque ela esteve com prisão de ventre. Hoje o corpo inteiro estava cheio de bolhinhas, logo vi que era catapora, levei ao pediatra e ele deu remédios e pomada.

Como Melissa tomou a vacina contra catapora estou mais tranquila, porque mesmo que pegue (porque não imuniza 100%) será bem mais leve.

Depois do banho estava passando a pomada na Karina e Melissa tira a barriga pra fora porque quer passar também.

- Não, Melissa não precisa porque Melissa não tem nada, graças a Deus!

- Nãaaaaaaaaaao, Merissa quer passar 'graças a Deus'!

Ela nunca ouviu essa expressão deve ter pensado que era o nome do remédio =p

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Para rir um pouco

>> terça-feira, 7 de julho de 2009

Obrigada gente pelas felicitações ;)

Pra dividir um pouco a minha felicidade nada melhor do que fazer todo mundo rir um pouco, né.



Bom, agora vou lá dar banho nas meninas.

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Chove chuva, chove sem parar...

>> quarta-feira, 6 de maio de 2009

Toneladas de roupas para lavar e chove torrencialmente na terra dos samurais. Como íamos sair de tardezinha ontem combinei com o Helio de levar as roupas lavadas pra secar na lavanderia senão ia ficar fedendo dentro de casa.

Tudo certo dentro do carro.

- Em qual lavanderia você quer ir?

Tem um monte aqui perto mas escolhi um que fica um pouco afastado mas tem o estacionamento coberto. Helio não gosta de ir lá porque a cobertura foi super mal colocada e ficam uns postes no meio do estacionamento que dificultam horrores na hora de parar o carro, mas concordou.

- Não dá ir mais pra frente? Tem um espação ainda para você poder estacionar.

- Mas aí você não consegue abrir a porta pra sair do carro.

- Claro que consigo, vai mais pra frente.

- E esse poste aí? Vai pegar, melhor parar aqui.

Desci e debaixo da chuva comecei a rir enquanto pegava a roupa. Já tenho o riso frouxo, comecei a rir desembestadamente.

Helio não entendeu mas começou a rir vendo meu ataque de bobeira.

- Que que foi? Tá rindo assim por quê?

- Caramba, mozinho. Pedi pra vir aqui, nessa lavanderia, justamente porque tem o estacionamento coberto e você para o carro fora da cobertura.

Ai ai, melhor parar por aqui porque estou sentindo outro ataque de riso a caminho =D

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Vergonha alheia

>> sexta-feira, 17 de abril de 2009

Verificando lista de compras:

- fermento em pó
- coco ralado
- chocolate granulado
- leite condensado
- forminha para brigadeiro
...

Dor de barriga. Ah, são gases...

Na certeza que ia sair baixinho, soltei pois estava relativamente longe das pessoas da loja.

- Opa! O que que foi que eu ouvi?

- Você ouviu alguma coisa? Melissa não ouviu nada - cortei rapidamente.

- AHHHH... O QUE QUE FOI QUE EU OUVI? MAMÃE FEZ PUM!

Sorriso amarelo na cara pra olhar ao redor e constatar que todo mundo tinha ouvido o que Melissa berrou do meu lado.

Ai, daria tudo pra que tivesse sido realmente vergonha alheia.

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Autorretratos

>> sábado, 14 de março de 2009

Outro dia peguei Melissa fazendo caretas na frente do keitai. Percebi que ela estava tirando fotos, mas nem fui mexer.

Ontem resolvi esvaziar a memória e achei um monte de fotos e vídeos de autoria da baixinha. Dei muita risada com as coisas gravadas. As fotos mais engraçadas coloquei num slide porque acho que fica mais fácil pra ver.

Os vídeos, até que ela filmou bem. O que eu mais ri foi um que ela pegou o Helio jogando game com Karina pendurada nele. Tá lá o carão do Helio bem na hora que ele foi espirrar. As caretas que ele fez são impagáveis, mas não vou mostrar porque senão ele me mata huahuahua


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Não é fácil ser mulher

>> domingo, 8 de março de 2009

"Tenta sim. Vai ficar lindo."

Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.

- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.

- Vai depilar o quê?

- Virilha.

- Normal ou cavada?

Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.

- Cavada mesmo.

- Amanhã, às... deixa eu ver...13h?

- Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado.

Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.

- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.

- Quer bem cavada?

- ...é... é, isso.

Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.

- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.

- Ah, sim, claro.

Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).

- Pode abrir as pernas.

- Assim?

- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.

- Arreganhada, né?

Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.

Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.

Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.

- Tudo ótimo. E você?

Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todas porque se cansam de sofrer sozinhas.

- Quer que tire dos lábios?

- Não, eu quero só virilha, bigode não.

- Não, querida, os lábios dela aqui ó.

Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.

- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.

Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.

- Olha, tá ficando linda essa depilação.

- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.

Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.

- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram uns pelinhos, tá?

- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.

Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.

- Vamos ficar de lado agora?

- Hein?

- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.

Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.

- Segura sua bunda aqui?

- Hein?

- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.

Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:

- Tudo bem, Pê?

- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.

Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?

Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.

- Vira agora do outro lado.

Porra... por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.

- Penélope, empresta um chumaço de algodão?

Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.

- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.

- Máquina de quê?!

- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.

- Dói?

- Dói nada.

- Tá, passa essa merda...

- Baixa a calcinha, por favor.

Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.

- Prontinha. Posso passar um talco?

- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.

- Tá linda! Pode namorar muito agora.

Namorar... namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso.

Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.

Queria comprar o domínio preserveasbucetaspeludas.com.br.

- ❤ -

Eu ri muito, porque lembrei que umas semanas atrás, pra agradar o maridinho, depilei geral e quase morri de tanta coceira quando começou a nascer. Aliás, eu ouvi da Melissa a mesma pergunta que ela fez ao tio da Ellen =D

Recebido por email e sem autoria pra variar. Dei uma googlada mas nada achei. Se alguém souber me avise para que eu possa creditar. Vai saber, às vezes foi um post-relato-real de algum blog e eu tô aqui achando que é apenas uma crônica engraçada.

Em tempo: Feliz Dia Internacional da Mulher!

Update
Nada como ter bons colaboradores para uma resposta rápida aos nossos apelos =p
A Naomi do Pensamentos de Uma Batata Transgênica já me ensinou o caminho das pedras e posso dar os devidos créditos: a autora do texto se chama Valeria Semeraro, é de Vitória/ES e escreveu esse relato em seu blog Redatoras de Merda em maio/2007. Não entendo por que não entrou na busca do Google, porque achei uma porrada de gente que publicou como Autor Desconhecido.
Anyway, a César o que é de César. Obrigada Naomi!!!
Nos comentários ainda achei o link para um vídeo no Youtube que eu ri muito também.
http://www.youtube.com/watch?v=BWzi2W6AJKw

PS.: Um pequeno conselho para quem gosta de enviar textos interessantes por email. Não é crime querer compartilhar, basta dar os créditos e a fonte. Aliás, é tão mais fácil enviar o link para o blog, assim o indivíduo seu amigo/parente/família pode se deliciar com outros textos igualmente ricos. Não seja egoísta ;)

Cabe mais uma nota? Gostei tanto do Redatoras de Merda que ele já entrou no blogroll =D

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Mix de assuntos

>> terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Algumas pessoas tem o costume de raspar o cabelo, seja para disfarçar a calvice, porque está na moda, porque é prático ou porque simplesmente gosta. O tio da Ellen, seja qual for o motivo, faz parte desse time.
Sábado, no níver da Ju, ele estava na casa da Ellen lá sossegadão. Melissa correndo de um lado pro outro, de repente, parece que reparou nele no meio do caminho.
- Oi titio!
- Oi mocinha!
- Cadê seu cabelo?
- ...
o_O


Karina estava andando no meio das minhas pernas enquanto eu limpava a pia. Enxugando a tampa da panela de pressão, ela escorregou da minha mão e foi direto pra cabeça da minha pequena. Coitadinha, deve ter doído tanto que nem saía a voz. Olhei e vi um baita galão mas nenhum machucado mais grave.
Mais tarde, enquanto eu adiantava o bentou do Helio para o dia seguinte, ele na sala com as meninas, achou sangue na cabeça dela.
Cortou o couro cabeludo. Um corte não muito profundo, à primeira vista parecia que tinha apenas raspado, mas quando fui limpar pra fazer um curativo apareceu um cortinho.
Já eram 10 da noite do domingo e como ela estava bem achamos melhor esperar até o dia seguinte pra levar ao médico. No Kyuukyuu Center (pronto-socorro) daqui eles não fazem nada, dão bronca nos pais por não ter levado antes, mandam levar ao pediatra de costume no dia seguinte e ainda cobram por essa merda de atendimento.
No final nem precisei levar, o corte se fechou e fui apenas desinfetando para não infeccionar. Pesei a dita e foram 700 g em cima da cabeça dela. Foi sem querer, mas minha consciência pesou demais, tadinha.

Sexta passada caiu uma tempestade aqui. Muita chuva, muito vento e... muito bicho dentro de casa ¬¬"
Eu tava na sala e nem tinha percebido nada, mas quando o Helio voltou da fábrica às 2 da madruga, ainda chovia muito e a entrada estava infestada de tatu-bola. Ele jogou inseticida e fechou a porta da sala pras meninas não mexerem.
Tatu-bola não faz mal e não vejo necessidade de matar os coitados, mas uma invasão dos nojentinhos não é bem-vinda.

Sempre que o assunto é tatu-bola eu lembro do meu irmão. Ele comia quando era pequeno. Nojento? Pior, ele comia VIVO. Vomitou aí?

Vou confessar uma coisa aqui. Eu não conhecia Nutella. Nunca tinha comido, nunca tinha nem visto o que era. Li muita gente viciada falando sobre o produto e ficava imaginando se seria mesmo tão gostoso.
Pois bem, semana passada eu achei no mercado e claro que comprei. Um potinho de 220 g por ¥ 398, não achei tão caro, considerando que é o mesmo preço de uma manteiga de chocolate horrorosa que era o único substituto que eu tinha achado para o Ioio Cream.
Aliás, ou minha memória gustativa muito me falha mas eu não sinto diferença nenhuma entre Nutella e Ioio Cream (ainda existe?).
De qualquer forma, adoramos. Só tenho que controlar a tentação de lamber essa delícia às colheradas.

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Good News

>> quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Boas não. ÓTIMAS!!!

Ontem o tantousha do Helio ligou de novo aqui. Já estávamos esperando que ele ligasse pra avisar que o Helio não precisaria comparecer na fábrica até o final do aviso, pois aconteceu isso com a maioria dos que já foram dispensados. Ainda mais porque o Helio viu no calendário da fábrica que o nome dele estava na lista só até semana que vem.

O estranho foi o kakarichô dele ter ido pedir desculpas por ele ter que folgar duas semanas quando a fábrica vai fechar apenas uma semana, mas já foi explicando que em março ele vai ter bastante serviço. Ué, mas em março eu não vou tá mais trampando aqui. Pensou o Helio mas não falou nada. Será que ele não tava sabendo? Melhor esperar.

Bom, então o tantousha ligou e avisou que foi um mal entendido da parte dele e o Helio não foi cortado nada. Ele vai é ter duas semanas de folga remuneradas e depois voltar a trampar normalmente.

Acendi vela pra todos os santos e orixás que lembrei aqui e a entrega veio melhor que a encomenda =p

Brincadeiras à parte, estou é muito aliviada. Vou procurar um emprego, sim, assim que sair vaga no hoikuen. Mas pelo menos não preciso mais aceitar qualquer coisa numa sangria desatada. Já dá pra esperar o período de adaptação com mais calma também.

Agradeço a todos que torceram por nós. Estou feliz por demais.

Aliás, outra coisa que tem me deixado muito feliz é o fato da Melissa ter começado a usar o banheiro. Ou melhor, ela deixa eu sentá-la pra fazer xixi de hora em hora. Faz uma força danada tadinha, até pum soltou de tanta força que fez na barriga, mas conseguiu entender a diferença de fazer xixi e peidar. Antes que não aceitava ser levada ao banheiro quando sentia vontade de fazer suas necessidades agora não quer mais sair do banheiro. Arre, que é 8 ou 80. Vamos ver se até o fim desse ano consigo tirar a fralda dela de vez. A chupeta já tirei, graças a Deus. Chora de vez em quando pedindo mas já consegue dormir sem.

A fralda a incomoda e não sei por que mas esses dias um xixizinho que não troco na hora está assando a coitada. Aí quando saio com ela fica gritando:

- Itai itai piriquita! Mamãe, Merissa itai itai piriquita.

E sempre tem que ter alguém que entende o que ela tá falando por perto =/


Mudando completamente de assunto, quando li o post do Brito-san falando sobre os exames médicos das fábricas lembrei uma vez quando trabalhava ainda.

Trampávamos eu e minha vizinha, éramos cu e calça unha e carne. Ela com 20, solteira, namorando, eu com 36 e casada, sem filhos. Ambas tatuadas.

Veio um ônibus da Cruz Vermelha pedindo doações de sangue. Beleza, fomos lá na maior boa vontade pra matar trampo doar. Nos deram um puta questionário pra responder. Normal, acho que no Brasil também é assim, né. Nunca doei no Brasil porque eles exigiram que pesasse pelo menos 40 kg e eu esquelética só tinha 37 kg. Nunca pude fazer doação no Brasil (ôô sôdadi desse tempo que eu era magriiiiiiiiinha).

Ela estudou aqui, mas eu conseguia ler mais do que ela, interpretávamos marromenos e íamos assim até que o casal que estava atendendo percebeu nossa dificuldade e nos deu um papel com a tradução das perguntas (por que não nos deram desde o começo?). Ficou mais fácil assim, né. Aí nem nos demos ao trabalho de tentar ver se a tradução estava correta, íamos respondendo ali do jeito que entendíamos em português (era apenas para assinalar a resposta, tipo múltipla escolha).

Até que a certa altura tinha uma pergunta.

Pratica sexo?

Resposta: Sim.

Lógico, né. Sem maiores problemas, perfeitamente normal.

Próxima pergunta:

Quantas vezes por semana?

E havia um quadradinho pra colocarmos um número.

Aí já ficamos:

Pra que isso? Que diferença faz? Aí vai um:

- Tsss... Ah, coloca 5, aí.

O questionário das duas tava igual, já perceberam, né.

Entregamos e os caras ficaram lá lendo e se entreolhando. Minha amiga invocadinha:

- Que que eles tão rindo aí?

- Devem tá achando nossa frequência baixa... rsss...

Resumindo: não pudemos doar porra nenhuma, porque blá blá blá que a gente não entendeu direito mas deu a entender que era porque a gente transava demais.

Voltamos pra nossa sala e falamos que não conseguimos doar, porque a gente era sexualmente ativa. E se for esse o caso, eu não vou poder ser doadora nunca... Rimos muito e continuamos trabalhando.

Nessa hora uma japa que não queria doar porque tinha medo de agulha resolveu ir lá fazer a boa ação dela.

Voltou falando que a gente entendeu o questionário errado, porque ela era casada também, mantinha relações com o marido e pode doar. A pergunta, ou melhor, a tradução correta da pergunta seria:

Pratica sexo grupal?

E nós respondemos sim, 5 vezes por semana.

Eles devem ter pensado: Gaijins depravadas!

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Diálogos

>> sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Quando li essa notícia não pude deixar de lembrar de uma conversa ocorrida dentro do carro.

- Ai Herika, você viu que lançou a segunda parte daquele filme?
- Que filme?
- Aquele do Tom Cruise com a Glória Pires.
- De quem???? =D
- Da Glória Pires: Se Eu Fosse Você 2.
- Não seria Tony Ramos?
- Que decadência do Tom Cruise fazendo filme nacional.
O último comentário foi do Helio (c:

Eu quero muuuuuuuuuuuito assistir esse.

xxxxxx

- Você viu quem vai ser a próxima Lara Croft?
- Não.
- Meg Ryan!
- Afff... Nada a ver com o estereótipo da Lara Croft.
- Você disse Meg Ryan? É Megan Fox, ow.
Pelo tom do último comentário dá pra perceber que foi dado pelo marido dela, né =p

Ai ai essas minhas cunhadas =D


Esse doce não tem nada a ver com os diálogos, mas eu fiz e gostei tanto do resultado que tenho necessidade de exibir em todos os meus blogs =D
Foi super aprovado aqui em casa. Se quiser ver a receita, clique aqui.

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Melissices

>> terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Inaugurando nova tag =p
Diário de mãe nunca sofre por falta de assunto, mesmo que não venha aqui contar correndo, as meninas sempre aprontam alguma coisa engraçada (nem sempre) que vale a pena deixar registrado (sempre).

Com o nariz entupido por causa da gripe não sinto quando elas cagam. Melissa ainda avisa mas Karina às vezes chora, às vezes não, com isso ela acabou assada. Mesmo que eu fique de olho na fralda passou uma cagada que acabou assando a bundinha dela. E o Hipoglós entra em ação toda vez que acontece esse tipo de "acidente".
Depois do banho lá estava eu novamente passando a pomada quando Melissa olha e solta:
- Kanina tá tomando remédio na periquita.
Ai se ela soubesse como é tomar alguma coisa na periquita... =p

Em uma das minhas idas ao banheiro, sempre acompanhada das meninas, mais especificamente em uma diarréia, Melissa tampando o nariz:
- QUE CHEIRO HORRÍVEL!
- Shhh... fala baixo!
- AAAI! QUE CHEIRO HORRÍVEL!

Achei que era hora de trocar o CD, que toca no carro há um ano, e Melissa aprender músicas novas. Como tenho as músicas no PC toquei aqui em casa também, ela veio correndo e ficou prestando atenção enquanto eu cantava. Me empolguei com "Fui morar numa casinha" e quis mostrar pra ela a "coreografia". O final com direito a língua de fora com "blllll" e tudo, Melissa deu uma piscada, franziu a testa e limpando o rosto:
- QUE FEIO, MAMÃE!

Esses dias Melissa tá num fogo de mostrar a periquita toda hora pra qualquer pessoa. Uma tristeza! Não consigo fazê-la entender que isso é feio.
Ainda tenho que ouvir o Helio falar:
- Han, igual a mãe!
Sem comentários...

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Influências maléficas... ou não...

>> sábado, 11 de outubro de 2008

Melissa está com uma mania nojenta de passar a saliva em tudo: parede, tv, monitor, mesa, geladeira... tudo, exatamente TUDO recebeu uma demão de cuspe... ARGHHH...
Ontem antes de dormir estava ela quietinha sentada na cadeira. Muito quieta pro meu gosto, fui olhar. Ela estava com o ímã de geladeira, pintando a parte do ímã com a saliva. Aliás, pintando é pouco, estava aquele monte espumante em cima do ímã.
- Meliiiissa, por favor não faz isso. Credo!
Batendo continência:
- SIM SENHOR!
- ...

Não devia mas comecei a rir. Influências do Bob Esponja... Ai ai...

Falando em Bob Esponja me lembrei de um fato que aconteceu nesse tempo que sumi do Fragmentos. Teve o casamento de uma amiga. O Helio não queria ir à igreja porque tinha medo da Melissa não se comportar, a gente não conseguir segurar e acabar estragando a cerimônia.
Mas eu queria MUITO assistir a cerimônia e lá fomos nós pra uma igreja que nunca tínhamos ido. Nos perdemos e levamos um tempão pra conseguir encontrar o lugar (Porra de igreja mais escondida).
Estava marcado pra começar às 10:30 e já eram 11:00 e nada da gente encontrar, chegamos na dita às 11:30, ainda bem que o padre se atrasou também =p
Comecinho de setembro, um calor infernal e o padre chegou eram 13:00. E ainda tiveram que buscá-lo na estação... Afff...
Talvez por causa da demora, talvez por terem sido tiradas da cama muito antes do tempo costumeiro, talvez por causa do calor, ou tudo isso junto, o fato é que as meninas dormiram durante a cerimônia. O que foi uma bênção pra nós, por essas e outras que ainda acredito em anjos.
Só que na hora que o padre estava lá falando da importância da bênção de Deus em um casamento, de como é importante casar na igreja, como é importante ter Deus dentro do lar, blá blá blá, blá blá blá... Melissa acordou. Esperei que ela ficasse quieta até entender onde estava, mas ela começa a cantar bem alto:
- Bob Esponja calça quadrada, Bob Esponja calça quadrada, BÓOOOBIIII ESPONJAAAAAAA CAAAAAALÇAAAA QUADRAAAAAAAADAAAAAA...
Não consegui nem dar bronca :ó)


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